PARA ANALISTAS, DEMISSãO EM MASSA SATISFEZ POPULAçãO, MAS DEIXOU DúVIDAS
16.02.2015

Para os analistas Alfredo da Mota Menezes e João Edisom, a medida atendeu um certo anseio da população e ao mesmo tempo gerou dúvidas pela falta de comunicação.

Analistas políticos João Edisom e Alfredo da Mota Menezes avaliam demissão em massa da Assembleia Legislativa.

A demissão em massa de 858 servidores comissionados da Assembleia Legislativa, realizada no último dia (8), tem dividido opiniões tanto entre a sociedade, quanto no meio político.Para os analistas Alfredo da Mota Menezes e João Edisom, a medida atendeu um certo anseio da população e ao mesmo tempo gerou dúvidas pela falta de comunicação.

“Se fizer uma pesquisa todo mundo gostou de terem publicado aquela quantidade de nomes dos comissionados".

Ao RepórterMTAlfredo avaliou que a divulgação da quantidade de servidores comissionados que ocupavam cargos na Assembleia Legislativa satisfez uma antiga curiosidade da população, que teria se sentido satisfeita com a medida tomada pelo presidente da Casa, deputado Guilherme Maluf (PSDB).

“Se fizer uma pesquisa, todo mundo gostou de terem publicado aquela quantidade de nomes dos comissionados.  (...) Nesse aspecto, pegou bem porque ficamos sabendo que tem de comissionado quase 900, um número alto”, declarou.

Alfredo porém lembrou que em suas últimas declarações,  Maluf afirmou que muitos dos demitidos serão recontratados.

“Mas por outro lado todo mundo está sabendo que agora vão chamar aqueles que a Assembleia precisa e que vão também chamar os concursados. No final vão ser demitidos 100 a 150”, frisou.

“Neste momento o que está faltando é comunicação. A Assembleia dizer estou fazendo isto por isso".

O analista pontuou que o presidente estaria cumprindo aquilo que ele e os demais candidatos à Mesa prometeram em campanha.

Para João Edisom, a decisão pode ter sido precipitada, já que não houve um trabalho de transição antes da posse dos novos membros da Mesa Diretora. O analista observou que neste momento a principal falha da Casa estaria sendo quanto à pendência de explicações à sociedade.

“Eu estou achando o tempo muito curto estamos falando de cinco dias úteis (...) E eles conseguiram chegar a esse número? Foi possível fazer isso?".

“Neste momento o que está faltando é comunicação. A Assembleia dizer estou fazendo isto por isso. Porque pode ter uma razão sim, porque você pode ter uma folha de pagamento tão inchada, com tantos nomes, não sabe quem é, de onde veio, onde está. Estão dizendo que tem gente no exterior, mas e aí, está de férias? Está morando lá há um ano? Está de licença? Está trabalhando lá e presta serviço para a Assembleia? Como é esse negócio?”, questiona.

O analista ainda argumenta sobre o curto de apenas sete dias após a posse, para que sérias decisões fossem tomadas.

“Eu estou achando o tempo muito curto, estamos falando de cinco dias úteis (...) E eles conseguiram chegar a esse número? Foi possível fazer isso? (...) Mas pode ter chegado a uma altura que falou  assim, olha não tenho como trazer aqui 800 pessoas e fazer uma reunião. Então demite tudo e a gente recontrata os outros, mas precisa dessa comunicação”, argumentou.

EXONERAÇÕES EM MASSA

As exonerações foram publicadas no Diário Oficial da última segunda-feira (9). Nesta semana, as sessões plenárias e o atendimento à população estão suspensos. Porém, os trabalhos internos serão intensos para a organização dos gabinetes e levantamento sobre a situação financeira do Poder Legislativo e do quadro funcional que será elaborado pela Comissão Temporária de Reforma Administrativa, juntamente com a Procuradoria da Casa de Leis. Nos próximos 15 dias, a Assembleia Legislativa já deve ter um esboço do novo quadro funcional.  

O custo com a folha de pagamento atualmente é de R$ 10 milhões. Com a redução determinada pela nova Mesa Diretora, o desembolso pode cair para R$ 7 milhões.
 

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