MATO GROSSO TEM BR-163 E BR-364 'FECHADAS' POR EMPRESáRIOS E CAMINHONEIROS
18.02.2015

 

Mato Grosso tem BR-163 e BR-364 ‘fechadas‘ por empresários e caminhoneiros; veja fotos
 Mato Grosso tem quatro pontos de interdições nas BR-163, BR-364 e MT-358 em decorrência as manifestações dos empresários do setor de transporte de cargas e motoristas quanto ao preço ‘abusivo’ do óleo diesel e baixos preços praticados no frete, que chega a estar em média 25% menor que no ano passado. Empresários e caminhoneiros de Lucas do Rio Verde e Nova Mutum iniciaram nesta manhã de quarta-feira (18) o protesto. Apenas caminhões com cargas vivas, veículos de passeio, ônibus e ambulâncias estão liberados para passar.

Em Lucas do Rio Verde a BR-163 está bloqueada no Km 686 (perímetro urbano), enquanto em Nova Mutum no Km 593. Há bloqueio também em Tangará da Serra na MT-358, que completa nesta quarta-feira (18) 10 dias de pista fechada. Na semana passada em Campo Novo dos Parecis na BR-364, no anel viário da rodovia na saída para Diamantino, também foram registrados protestos da categoria.

Como o Agro Olhar já comentou o protesto dos empresários do setor de transporte rodoviário de cargas e dos caminhoneiros em Nova Mutum e Lucas do Rio Verde será das 8h às 11h e das 13h às 19h nesta quarta-feira (18) e quinta-feira (19). Já na sexta-feira (20) nenhum tipo de caminhão terá permissão para trafegar.

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Segundo o empresário Gilson Baitaca, um dos líderes da manifestação em Lucas do Rio Verde, aproximadamente 200 pessoas, entre empresários e motoristas, estão reunidos no Km 686 do município, que é o quarto maior produtor de soja da região Médio-Norte com 234,2 mil hectares. Em Nova Mutum não está diferente, relatou ele ao Agro Olhar. Nova Mutum conforme dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), é o segundo maior município da região Médio-Norte em área de soja com 386,08 mil hectares.

“Apenas carga viva, carros, ônibus e ambulâncias estão liberados. O manifesto está sendo realizado por empresários e motoristas”, comentou Baitaca. Questionado se as empresas de transporte e motoristas estão com seus caminhões no protesto Baitaca relatou que os veículos estão parados nas garagens das empresas ou em postos de combustíveis. “Não está rodando nenhum. Os caminhões que estão na pista são os que estavam em trânsito e estão sendo parados”.

Em entrevista recente ao Agro Olhar o presidente da Associação dos Transportadores de Cargas do Mato Grosso (ATC-MT), localizada em Rondonópolis, relatou que a entidade apoia a decisão dos empresários e caminhoneiros.

Pautas de reivindicações

Entre os itens de reivindicações, segundo a categoria estão a redução do preço atual do litro do óleo diesel e da gasolina, além da “proibição por parte do Governo de Mato Grosso da comercialização de frete por parte das Tradings e Agenciadores de Cargas com valores abaixo da Lista de Preços Mínimos de Fretes, instituída pela Sefaz/MT através da Portaria nº 244/2014, sob pena dos mesmos perderem os seus incentivos fiscais junto ao Estado e terem suas respectivas inscrições estaduais suspensas. 

Ainda a redução da alíquota de ICMS incidente sobre os preços do óleo diesel de 17% para 12%; Sanção Presidencial sem vetos do Projeto de Lei nº 4246/2012 que Regulamenta a Profissão de Motoristas Profissional e disciplina sua jornada de trabalho”.
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