EM AçãO PROPOSTA, MPE CHAMA RIVA DE 'LíDER DE BANDO CRIMINOSO'; VEJA PEçA NA íNTEGRA
23.02.2015

O MP diz que Riva, se valendo da condição de ordenador de despesa da Assembleia Legislativa, idealizou um verdadeiro plano de desvio de dinheiro público, contando com efetiva colaboração dos demais denunciados

Riva foi preso na tarde deste sábado (21) quando estava em casa

A ação do Ministério Público de MT, que culminou com o pedido de prisão preventiva do ex-presidente da Assembleia Legislativa, José Geraldo Riva (PSD) ainda pode incriminar mais 14 pessoas. Na lista aparecem além da esposa do ex-deputado, Janete Riva, vários nomes da família Nassarden, com quatro nomes na lista que inclui: Edson José Menezes, Manoel Theodoro dos Santos, Djan da Luz Clivatti, Jean Carlo Leite Nassarden, Leonardo Maia Pinheiro, Elias Abrão Nassarden, Tarcila Maria da Silva Guedes, Clarice Pereira Leite Nassarden, Celi Izabel de Jesus, Luzimar Ribeiro Borges, Jeanny Laura Leite Nassarden, Djalma Ermenegildo e Elias Abrão Nassarden Junior. 

Segundo a denúncia, 80% do dinheiro desviado foi sacado direto no caixa e repassado para Riva. Janete Riva ocupava, então, o cargo de secretária de Patrimônio da Assembleia. 

“O dinheiro desviado por intermédio do estratagema apresentado transitava nas contas bancárias das pessoas jurídicas “fornecedoras” do material apenas para ocultar o seu retorno para as mãos de José Geraldo Riva", diz trecho da ação proposta pelo MPE, assinada pelos promotores SAMUEL FRUNGILO,  MARCO AURÉLIO DE CASTRO e ARNALDO JUSTINO DA SILVA. 

O esquema envolve empresas do ramo de papelaria. São elas: Livropel Comércio e Representações e Serviços Ltda; Hexa Comércio e Serviços de Informática Ltda; Amplo Comércio de Serviços e Representações Ltda; Real Comércio e Serviços Ltda-ME; e Servag Representações e Serviços Ltda. Diz a denúncia que os crimes imputados aos citados, teriam sido cometidos entre 2005 e 2009. Segundo o MPE os envolvidos se "associaram de forma estável e permanente com o fito de saquear os cofres públicos, notadamente os recursos públicos da Assembleia legislativa do Estado de Mato Grosso e, EM DEZENAS DE OPORTUNIDADES, assim o fizeram, apropriando-se ilicitamente de seus numerários em proveito próprio". 

Os promotores acusam Riva de ser o ‘cabeça‘ do esquema, e o chamam de ‘líder de um bando criminoso‘. O MP diz que Riva, se valendo da condição de ordenador de despesa da Assembleia Legislativa, idealizou um verdadeiro plano de desvio de dinheiro público, contando com efetiva colaboração dos demais denunciados, para fraudarem a execução de contratos licitatórios na modalidadeCarta Convite, Pregão Presencial e Concorrência Pública, visando a aquisição simulada de material de expediente, artigos de informática entre outros. 

O MPE encerra a peça dizendo que Riva reuniu sob o seu comando um punhado de empresários e servidores públicos que, com fidelidade invejável, serviram aos seus propósitos de se apoderar de mais de R$ 60 milhões dos cofres públicos.

Clique AQUI  veja na íntegra as alegações do MPE, que levaram a juíza Selma Arruda, da Vara Especializada de Combate ao Crime Organizado, a decretar a prisão de José Riva. 

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