PIVô DA ARARATH LIGOU RIVA A DESVIO DE R$ 62 MI; DINHEIRO COMPRAVA APOIO POLíTICO E QUITAVA DíVIDAS PESSOAIS
23.02.2015

Pivô da Ararath ligou Riva a desvio de R$ 62 mi; dinheiro comprava apoio político e quitava dívidas pessoais

O ex-deputado estadual José Riva (PSD), preso na tarde de sábado (21), em Cuiabá, durante a operação “Imperador”, deflagrada pelo Gaeco, foi ligado ao esquema que teria desviado mais de R$ 62 milhões da Assembleia Legislativa de Mato Grosso pelo empresário Júnior Mendonça, beneficiado com delação premiada na Operação Ararath, deflagrada pela Polícia Federal no combate a crimes contra o sistema financeiro e contra a administração pública em Mato Grosso.

Consta da denúncia oferecida pelo Ministério Público Estadual que Riva usaria os recursos dos desvios para quitar empréstimos pessoais e para “abastecer o sistema”, nome dado ao pagamento de propina em troca de apoio político em Mato Grosso. O dinheiro era levantado por meio de falsas aquisições de materiais em meio de licitações fajutas vencidas por empresas de fachada.
 
O Gaeco descobriu que as empresas que ganhavam as licitações não forneciam os produtos “comprados” pela Assembleia Legislativa e que as mesmas sequer tinham atuação no mercado. O dinheiro era depositado na conta das empresas como forma de ocultar sua destinação. Um homem de confiança de José Riva seria o responsável por sacar o dinheiro para efetuar os pagamentos, incluindo os feitos a Júnior Mendonça, investigado na Ararath por atuar como parte de uma falsa instituição financeira em Mato Grosso.
 
O esquema investigado pelo Gaeco teria funcionado entre 2005 e 2009, em operações que teriam levantado a quantia de R$ 62 milhões. Nesse período, de acordo com a denúncia do MP, Riva e os demais indiciados se “associaram de forma estável e permanente com o fito de saquear os cofres públicos”.
 
O Gaeco se utilizou da quebra de sigilos fiscal, bancário e telefônico para conduzir as investigações. No entanto, as informações levantadas não haviam “alcançado” José Riva até o depoimento de Júnior Mendonça.  Peça chave para a ligação entre Riva e o esquema foi o nome de Edemar Nestor Adams, homem de confiança de Riva, já falecido, que de acordo com a denúncia de Mendonça era quem sacava na boca do caixa o dinheiro desviado e fazia os pagamentos, tantos para os políticos do sistema, quanto para o próprio Júnior, por seus empréstimos.
 
Em seus depoimentos, Júnior disse que recebia a quantia em dinheiro, dentro de envelopes entregues na própria Secretaria-Geral da Assembleia ou na empresa do delator. Mendonça ainda revelou que após a morte de Edemar, o próprio Riva passou a operar o esquema, atendendo-o pessoalmente.
  
A denuncia do MP ainda esclarece que para a execução do esquema, servidores da Assembleia foram cooptados, estes estrategicamente alocados nos setores de Patrimônio, Finanças e Secretaria-Geral. Os funcionários públicos eram responsáveis por atestar o suposto/falso recebimento de mercadorias nunca entregues como também autorizar os empenhos e pagamentos. Entre os indiciados está a esposa de José Riva, Janete Riva (PSD), que foi secretaria de administração e patrimônio em 2007.



 
Veja abaixo a Lista de denunciados:
 
José Geraldo Riva
 
Janete Riva
 
Djalma Ermenegildo
 
Edson José Menezes
 
Manoel Theodoro dos Santos
 
Djan da Luz Clivatti
 
Elias Abrão Nassarden Junior
 
Jean Carlo Leite Nassarden
 
Leonardo Maia Pinheiro
 
Elias Abrão Nassarden
 
Tarcila Maria da Silva Guedes
 
Clarice Pereira Leite Nassarden
 
Celi Izabel de Jesus
 
Luzimar Ribeiro Borges
 
Jeanny Laura Leite Nassarden.

As cinco empresas envolvidas no esquema são:
 
Livropel Comércio e Representações e Serviços Ltda
 
Hexa Comércio e Serviços de Informática Ltda
 
Amplo Comércio de Serviços e Representações Ltda
 
Real Comércio e Serviços Ltda-ME
 
Servag Representações e Serviços Ltda.
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