CREME QUE PODE PREVENIR CâNCER DE PELE é DESENVOLVIDO NO IFMT DE CONFRESA
24.02.2015

Creme que pode prevenir câncer de pele é desenvolvido no IFMT de Confresa

Um creme que chega à terceira camada da pele e pode proteger as células contra radicais livres com mais eficiência que os existentes no mercado está sendo desenvolvido pelo pesquisador Bruno Pereira Garcês, do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Mato Grosso (IFMT), campus Confresa. O projeto é feito por meio de nanotecnologia e deve gerar patente. 

Os antioxidantes que chegam à terceira camada da pele, chamada hipoderme, podem proteger as células contra os radicais que causam câncer de pele e envelhecimento precoce, mas o creme desenvolvido não é protetor solar.

Os estudos foram desenvolvidos e em outubro e 2014 o creme começou a ser feito. Por enquanto, no entanto, os resultados são baseados nos conceitos teóricos e empíricos, e na utilização do creme por voluntários. 

“Informalmente, as pessoas que experimentaram gostaram muito. Levei três mil amostras para o evento de inovação tecnológica. Fizemos com vários aromas para agradar um público diferenciado. A consistência ficou muito boa”, relata Garcês.

O próximo passo antes da patente é aprovar a realização de testes para provar o quanto o creme protege a pele efetivamente. Além disso, deve-se descrever minuciosamente todos os elementos presentes no produto. O problema é que nem o IFMT nem a UFMT possui as máquinas necessárias para isso, já que elas chegam a custar R$1 milhão. 

“Nada é feito no mundo científico se não tiver a caracterização completa do produto. Eu não consigo publicar em uma revista ou registrar patente, se não tiver a caracterização completa. Até se eu quiser fazer um registro na Anvisa, é preciso especificar exatamente o produto”, afirma o pesquisador.

Bruno explica que este produto é diferente dos do mercado porque possui mais lipossomas, o que ajuda na entrada na pele e na absorção pelas células. Além disso, o custo de produção do creme do professor é de custo extremamente mais baixo. 

Apesar de não ter a intenção de comercializar o creme, Garcês faz as contas e afirma: “Os protetores solares bloqueiam os raios UV, mas são muito caros. Você compra um protetor por R$ 35, R$ 40. Esse é um creme cujo custo de produção inicial, mesmo com o lipossoma, que é nanotecnológico, é baixo. Eu consegui fazer 200g a R$ 1,17. Então, chega a um custo de produção muito pequeno. Se quisesse desenvolver até uma empresa com o produto, ele poderia ser feito a menos de R$ 10, incluindo os custos de impostos, mão de obra etc”.

Sua ideia final é ensinar aos trabalhadores da cidade a fazer o produto. O desafio seria produzir em escala maior e repassar para a população. 

Segundo informações da Assessoria, no Brasil não existem produtos iguais ao que o professor desenvolveu, tanto que deve ser patenteado. “Há um semelhante, chamado Nanoderme. Eu ia colocar esse nome no meu produto, mas agora vai ser Nanodermt, com “mt” para valorizar o nosso Estado”, salienta Bruno. 
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