JANAíNA QUEBRA SILêNCIO APóS PRISãO DE RIVA, AGRADECE O PAI E COBRA ATITUDES DO GOVERNO TAQUES
25.02.2015

Janaína quebra silêncio após prisão de Riva, agradece o pai e cobra atitudes do governo Taques

A deputada estadual Janaina Riva (PSD) quebrou o silêncio e discursou pela primeira vez na tribuna da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) após a prisão de seu pai, José Riva (PSD), feita pelo Gaeco no último sábado. A parlamentar agradeceu os ensinamentos do pai, cobrou o governo atual e citou a Bíblia.  “Não há coisa oculta que não virá a ser descoberta”. Além disto, ela voltou a defender a criação de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do VLT (Veículo Leve sobre Trilhos).
 
“Sei que muitos, neste momento, esperam que eu faça uso desta tribuna para falar sobre os últimos acontecimentos que atingiram meu pai, José Riva. E vou dizer a todos vocês o seguinte: eu jamais deixaria, em momento algum ou em lugar algum, de agradecer pelo pai que tenho”, discursou. Ela ainda acrescenta: “seja ele Presidente deste poder, esteja ele sofrendo privação de liberdade, continua sendo meu pai, o homem que terá sempre a minha defesa e o meu amor”.
 
Janaina ainda usou uma passagem da Bíblia para falar sobre transparência na Casa de Leis: “Neste aspecto da transparência cito o apóstolo Lucas, que em seu capítulo 8, versículo 17 diz: ‘Porque não há coisa oculta que não haja de manifestar-se, nem a escondida que não virá a descoberta’”.
 
A parlamentar cobrou do governador Pedro Taques (PDT) mais ações e menos discursos: “Estamos com quase 60 dias da nova gestão estadual e posso afirmar sem medo de errar que palavras de efeito não tapam buracos, não reformam hospitais e não dão conta de segurar a onda de violência que assola Mato Grosso. Só se fala em “auditorias” e “devassas”. Nada de “obras” e “projetos”. Os dois olhos voltados para o passado, para o Governo que já foi”.
 
Ela ainda aproveitou o seu discurso para pedir a recontratação dos servidores exonerados da Assembleia Legislativa: “Precisamos avançar, senhor Presidente. Reconduzir aos nossos quadros os funcionários demitidos que hoje sabemos, fazem falta para a condução dos trabalhos desta Casa. Trabalhadores sérios, aliás, que se viram manchados e colocados numa vala comum por denúncias de funcionalismo fantasma”.
 
Por fim, Janaina Riva voltou a defender a criação de uma CPI para apurar as obras do VLT e acrescentou que deseja que os resultados apontem os verdadeiros culpados pelas diversas irregularidades encontradas na implantação do novo modal em Cuiabá e Várzea Grande. Um relatório divulgado pelo Governo do Estado apontou cerca de 600 problemas no projeto.
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