CRIME COMPLETA UM ANO SEM JULGAMENTO DE PM ACUSADOC
25.02.2015

Uma atendente e um policial militar foram mortos, durante tentativa de assalto à loja, em Cuiabpa

Uma atendente e um policial militar foram mortos, durante tentativa de assalto

A tentativa de assalto que resultou em duas mortes, na Casa de Câmbio, localizado na Avenida Getúlio Vargas, no centro de Cuiabá, completou um ano nesta terça-feira (24) sem o julgamento do cabo da Polícia Militar acusado dos homicídios.

Leandro Almeida de Souza foi apontado pela Polícia Civil como o responsável pelas mortes da jovem Karina Fernandes, 20,  e o parceiro de farda Danilo Fernandes, 27, que faleceram após o tiroteio entre o PM e o assaltante Edilson Pedroso da Silva.

O inquérito policial de Leandro, conduzido pelo delegado Walfrido Frankilin, aponta que ele reagiu à ação criminosa praticada por Edilson e disparou, pelo menos, nove tiros.

Um dos tiros acertou a cabeça da jovem Karina, que morreu na hora sentada no mesmo lugar em que trabalhava, dentro da agência. 

Outro disparo atingiu o tórax do PM Danilo, que chegou a ser atendido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas morreu no Pronto Socorro Municipal de Cuiabá.

Devido aos disparos, o inquérito tramita na Décima Primeira Vara de Crime Especializado da Justiça Militar da Capital, sob responsabilidade da juíza Flávia Catarina Oliveira de Amorim Reis.

Atualmente, Leandro cumpre sua carga horária realizando trabalhos administrativos no Comando Geral da PM, visto que apenas após a sua condenação, caso ocorra, a Corregedoria pode tomar providências quanto ao seu afastamento ou expulsão.

O pivô

Já o a assaltante Edilson, pivô da tragédia, foi condenado, ainda no ano passado, a 13 anos no regime fechado e cumpre pena no Centro de Ressocialização de Cuiabá, antiga Cadeia do Carumbé.

Na ocasião do assalto, ele também foi atingido de raspão nas costas, mas conseguiu fugir, roubou dois veículos e uma motocicleta até chegar a uma fazenda em Acorizal (60 km ao Norte de Cuiabá), onde foi descoberto e preso pelos agentes da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

Edilson já tinha ficha criminal por crimes como roubos a mão armada e corrupção de menores.

Saudades

Para a família da jovem Karina Fernandes, o que resta é a saudade. Em publicação no Facebook, a irmã dela, Dantiele Fernandes, afirmou que ainda não acredita na tragédia e que não há um momento em que a família não pense em Karina.

“É a saudade e o desespero já é incontrolável, penso como será os próximos anos. As pessoas dizem você tem que ser forte e tem muita coisa boa ainda pra acontecer... realmente essas pessoas não sabem o que é perder o sentido da vida. Você não liga mais se tem muito a viver, aliás, às vezes, nem quer ter...”, comentou.

Dantiele lembrou ainda da parceria e cumplicidade das duas e afirmou que a dor da lembrança ainda machuca. 

“Não há um dia se quer nesse ano sem você, em que você não fosse meu primeiro e último pensamento no dia. Falar de você ainda é complicado, pois não consigo segurar as lágrimas quando tocam em seu nome. Tudo isso porque você foi a irmã que eu sempre pedi a Deus. Nós duas sabemos disso... sabemos o quanto nos amamos e quanto éramos Unidas. Agora sei o sentido daquele ditado "tudo que é bom dura pouco". Na minha vida durou 19 anos. Muito pouco... pouquíssimo demais. Te amo. Te amo. Te amo.... e gostaria que de alguma forma pudesse saber disso. Sinto muito sua falta. Saudade imensa...”, disse.

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