IFMT PARA NESTA QUARTA. INDICATIVO FOI APROVADO ONTEM
04.03.2015

Os servidores do Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT) vão entrar em greve a partir desta quarta-feira (04). O motivo é por causa da não implantação das 30 horas semanais de trabalho por parte da reitoria. A greve pode afetar o início do ano letivo (programado para quinta-feira, 12) caso o movimento se arraste por mais de dez dias.

 

No primeiro momento, a paralisação vai acontecer nos câmpus da baixada cuiabana - um  em Várzea Grande , dois em Cuiabá e a reitoria – onde estão lotados cerca de 600 servidores. A maioria aderiu ao movimento.  

De acordo com o presidente do Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sanasefe - Seção Sindical Cuiabá), Roni Rodrigues, o reitor da IFMT, José Bispo Barbosa descumpriu com a promessa de campanha de reduzir a carga horas de trabalho dos servidores do instituto.

Ele explicou que em 2011, a carga de trabalho era de 30 horas semanais. Conforme, Roni, durante a eleição para da reitoria, Bispo, se comprometeu em manter a carga. Ele foi eleito, mas em 2014 não cumpriu com a promessa e voltou para as  40 horas semanais.

Roni destacou que atual carga diminui a produtividade dos servidores e o atendimento à população fica prejudicado.

O sindicalista detalha que com as 30 horas semanais o atendimento nos campus é de 12 horas. Com isso, setores com a biblioteca ficam abertos por mais tempo, diferente das 40 horas semanais, quando não há possibilidade de trabalhar em escala. O resultado, segundo Roni, é que prestação de serviço fica limitada. “Com 40 horas semanais, o servidor cumpre a carga e vai embora, não tem como aumentar a produção”.

A decisão de greve foi tomada durante assembleia geral dos profissionais da IFMT nesta segunda-feira (03). Por enquanto, a paralisação afeta apenas os câmpus da baixada cuiabana. O Sinasafe é um sindicato que atende tanto os professores quanto os técnicos administrativos.  

Os trabalhadores das unidades do interior do Estado também se mobilizam por meio das assembleias e a qualquer momento a greve pode chegar nesses câmpus.  

Outro lado

A reitoria da IFMT foi procurada pela reportagem, mas não retornou as ligações para comentar o assunto.

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