DESEMBARGADORA SUSPENDE INTERROGATÓRIO DE SECRETÁRIO JEAN ESTEVES PARA O GAECO
08.05.2014


 

Jean: interrogatório suspenso no Gaeco sobre Operação Arqueiro

A desembargadora do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, Nilza Maria Pôssas de Carvalho, suspendeu o interrogatório do secretário de Estado de Trabalho e Assistência Social, Jean Estevam Campos de Oliveira, que deveria ser realizado nesta quarta-feira (7). Ele deveria ser ouvido pelos promotores, que apuram possíveis irregularidades em contratos com 3 institutos, que juntos receberam R$ 20 milhões.

Com a determinação da magistrada, os promotores do Gaeco resolveram suspender as oitivas das outras 14 pessoas, previstas para ocorrer nesta e na próxima semana. A decisão atende a um pedido da defesa do secretário. Jean alegou que não teve acesso a parte do conteúdo da investigação, como dados das interceptações telefônicas e do sigilo bancário. (Com Gazeta Digital)

SUPOSTA FRAUDE NA SETAS

A Secretaria de Trabalho e Assistência Social do Estado (SETAS) é alvo da operação Arqueiro do Ministério Público. O Gaeco faz busca e apreensão em contratos realizados pela Secretaria, sob o então comando da primeira dama do Estado, Roseli Barbosa. 

Os alvos são documentos contábeis, licitatórios, de liquidação e de prestação de contas referente a convênios firmados entre o Estado e Institutos de fachada para realização de cursos profissionalizantes. 

 

Investigações realizadas pelo Gaeco em conjunto com o Núcleo de Ações de Competência Originária da Procuradoria Geral de Justiça (Naco) apontam a existência de provável conluio entre servidores lotados na Setas e Institutos sem fins lucrativos para fraudes em licitações e convênios. 

Os trabalhos começaram após a divulgação de erros grotescos em apostilas que estavam sendo utilizadas nos cursos de capacitação em hotelaria e turismo promovido pelo Governo do Estado. 

 

À época pegou muito mal para Mato Grosso a confecção das cartilhas, já que as mesmas retrataram o Estado de forma jocosa. Ficaram conhecidas como apostilas da vergonha.

 

"Fim de mundo, lugar que ninguém conhece e c... do mundo são algumas das expressões usadas. Em um dos casos exemplificados pelo MPE, a pessoa contratada para elaboração do conteúdo das apostilas possuía apenas o Ensino Médio completo. Em seu depoimento, a jovem confessou que recebeu pelo serviço a quantia de R$ 6 mil e que copiou todo o material da internet. 

 

À época, o Instituto assumiu a responsabilidade e isentou o Estado do erro. 


Segundo o MPE, nos últimos dois anos, a empresa Microlins e os Institutos de Desenvolvimento Humano (IDH/MT) e Concluir receberam do Estado quase R$ 20 milhões para executar programas sociais referentes ao “Qualifica Mato Grosso”, “Copa em Ação”, entre outros. Para obterem êxito nas contratações, nomes de “laranjas” foram utilizados pelos fraudadores. A qualidade dos cursos oferecidos também está sendo questionada.
 

Até o momento, o Gaeco já identificou a participação de nove pessoas no esquema. Os nomes dos envolvidos serão divulgados após o oferecimento da denúncia. 

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