PAULO TAQUES REBATE SILVAL SOBRE PREçO DA TARIFA DO VLT: “CHUTôMETRO é CONSTRUIR VIADUTO QUE NãO PODE SER USADO”
06.03.2015

Paulo Taques rebate Silval sobre preço da tarifa do VLT: “Chutômetro é construir viaduto que não pode ser usado”

O secretário-chefe da Casa Civil, Paulo Taques, rebateu nesta quinta-feira (05), em entrevista coletiva, no Palácio Paiaguás, as declarações do ex-governador Silval Barbosa (PMDB) de que o preço de R$ 10 para a tarifa do VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) seria um ‘chutômetro”: “Não tem chutômetro no preço da passagem, chute é construir viaduto que não pode ser usado”.

“Nós fizemos estudos que apontaram que o preço da passagem pode chegar a R$ 10, não tem nenhum chutômetro aqui. Chute é fazer viaduto que não pode ser usado pela população”, disparou Paulo Taques. O relatório apresentado nesta tarde comprovou a conivência da gestão de Silval Barbosa para com os atrasos do VLT.
 
Segundo o secretário, o relatório mostra também indícios de pelo menos três crimes: “Há indícios fortes de atos de improbidade, prevaricação e também de dar vantagem a terceiros”. Porém, também foi revelado que os órgãos competentes que receberam o resultado da auditoria feita pela CGE (Controladoria Geral do Estado), como o Ministério Público, é que deverão fazer a análise dos documentos e denunciar os culpados.
 
O controlador Ciro Gonçalves destacou que o governo anterior teve a chance de fazer com que os trabalhos voltassem a ficar dentro do cronograma: “Porém, nada foi feito para sanar as irregularidades”. Ficou evidenciado também que apesar dos atrasos, os pagamentos continuaram ser feitos para o Consórcio VLT, responsável pelo obra.
 
Vale lembrar que o governador Pedro Taques (PDT) notificará o Consórcio VLT para que conclua a obra e corrija as falhas detectadas pela auditoria da Controladoria Geral do Estado (CGE) na execução da implantação do VLT (Veículo Leve sobre Trilhos). Além disto, também foi descoberto um rombo de R$ 200 milhões do valor pago pelo Executivo.
 
Segundo a CGE, mais da metade das irregularidades apontadas não foram resolvidas, algumas de natureza grave, como a baixa resistência à compressão do concreto de pilares no Viaduto do Aeroporto e no Viaduto da Sefaz. Sendo assim, houve omissão do então governador do Estado, o ex-secretário Extraordinário da Copa do Mundo, Maurício Guimarães, e o secretário-adjunto de Infraestrutura e Desapropriações, Alysson Sander Souza, que não tomaram as devidas medidas para sanar os problemas.
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