SILVAL NEGA ROMBO DE R$ 200 MI E SUGERE QUE GOVERNO COBRE EXPLICAçõES DA CEF
06.03.2015

Silval nega rombo de R$ 200 mi e sugere que governo cobre explicações da CEF

Menos de três dias após visitar a Assembleia Legislativa de Mato Grosso e pedir para ser investigado, o ex-governador Silval Barbosa (PMDB) lamentou que auditoria determinada pelo seu sucessor, governador José Pedro Taques (PDT), tenha apontado supostos pagamentos equivocados de R$ 200 milhões na obra do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), a qual considera o maior legado da Copa do Pantanal Fifa 2014 para a Grande Cuiabá.

“Isso não existe. Deve ser algum cálculo fora de propósito. Por isso requeri por escrito o resultado da auditoria. Desejo ver direitinho”, afirmou Barbosa, para a reportagem do Olhar Direto, por telefone. Ele se encontra no interior e somente volta a Cuiabá na próxima semana, quando pretende analisar detalhadamente os dados, com sua assessoria técnica-contábil.
 
“De onde tiraram esse valor? Isso é uma loucura [projetar prejuízo de R$ 200 milhões]. Porque não cobram explicações da Caixa Econômica Federal? Tudo foi pago mediante medição e auditoria da Caixa, antes de liberar os recursos”, pontuou Barbosa.
 
O ex-governador disse que, em nenhuma época, houve qualquer projeto tão fiscalizado quanto as obras do VLT e, por conseqüência, da Copa do Pantanal Fifa 2014. Ele citou que Tribunal de Contas do Estado (TCE), Ministério Público, Controladoria Geral e Tribunal de Contas da União (TCU), entre outros órgãos, acompanharam tudo passo a passo, desde a elaboração dos projetos.
 

Entenda o caso

Após receber relatório da Controladoria Geral do Estado (CGE), em que aponta “irregularidades na execução do contrato de implantação do VLT”, Pedro Taques encaminhou  ofício para providências cabíveis contra Silval Barbosa e os secretários Maurício Guimarães, titular da Secretaria da Copa do Pantanal (Secopa), e Alysson Sander de Souza, adjunto de Infraestrutura e Desapropriações da Secopa, Alysson Sander de Souza.
 
Segndo o relatório produzido pela CGE, existem fortes indícios de que Silval Barbosa e os ex-secretários foram  omissos ao não adotarem medidas efetivas que lhes competiam para penalizar o consórcio logo nos primeiros sinais de atrasos das obras.  
 
Sobre o mesmo assunto, Pedro Taques tomou o cuidado de solicitar  ações do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPE), Ministério Público Federal (MPF), Ministério Público de Contas do Estado de Mato Grosso, Controladoria Geral da União (CGU), Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT), Assembleia Legislativa, Caixa Econômica Federal e Ministério da Fazenda.
 
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