EX-MULHER DE DELATOR DA ARARATH AFIRMA QUE ESQUEMA CONTINUA APESAR DAS INVESTIGAçõES
06.03.2015

Ex-mulher de delator da Ararath afirma que esquema continua apesar das investigações

A colunista social Karina Nogueira, ex-mulher do delator premiado da Operação Ararath Júnior Mendonça, afirmou que o esquema de crimes contra o sistema financeiro continua em funcionamento apesar das ações judiciais. Segundo ela, as próprias factorings do delator estão em atividades.

“As factorings continuam operando. E eu acho incrível isso. Delator normalmente solto, ao menos é o que a gente vê nacionalmente na operação lava jato. Não tiraram o passaporte dele. Viajou final do ano para Aruba. O esquema continuam funcionando”, afirmou a colunista, na tarde desta sexta-feira (06), minutos antes de sua audiência.

Karina foi ouvida na 5ª Vara da Justiça Federal, perante o juiz Jeferson Schneider. Além de reafirmar todas as declarações contra o ex-marido, ela diz que dará novos detalhes sobre as operações criminosas dele. A intenção é provar o quanto ele estaria omitindo da Justiça em suas delações.

As declarações de Karina devem servir para desqualificar parte da delação de Júnior Mendonça. Em 2014, Eder solicitou para Justiça Federal a anulação dos depoimentos que prestou ao Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) e adotou uma nova versão contraditória com a de Junior Mendonça. Eder chegou a propor uma acareação entre ambos para provar que falava a verdade.

Karina x Junior

A colunista social Karina Nogueira foi uma das principais testemunhas do Gaeco e da Polícia Federal antes de Gércio Marcelino Mendonça aceitar a proposta de delação premiada. Ela deu detalhes das atividades do ex-marido desde 2006, quando se separou dele após seis anos de relacionamento.

O romance acabou de maneira conturbada. Dois anos depois, Junior Mendonça foi alvo da operação “Madona”, cujo intuito era desarticular o cartel dos combustíveis em Mato Grosso. A ação resultou em um processo iniciado em 2011 contra 27 pessoas, entre eles Gércio Marcelino. Conforme as investigações do Gaeco, ele utilizava do poder econômico para pressionar os postos de combustíveis que não queriam participar do esquema. 
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