GOVERNADOR DISTRIBUI CARTILHA PARA SECRETáRIOS APERTAREM CONTRATOS EM PELO MENOS 20% PARA REDUZIREM DESPESAS
09.03.2015

Taques e Fávaro comandam reunião sobre redução dos custos da máquina administrativa de Mato Grosso

Taques e Fávaro comandam reunião sobre redução dos custos da máquina administrativa de Mato Grosso

A necessidade de reduzir os gastos em mais de R$ 1,5 bilhão levou o governador José Pedro Taques (PDT) a implantar um sistema de economia de guerra no Poder Executivo de Mato Grosso, desde janeiro. E, depois de enviar a primeira etapa da reforma administrativa para a Assembleia Legislativa, ele ampliou nesta semana para os contratos firmados com o Estado, tendo como meta reduzir amigavelmente em cerca de 20%, no total.
 
“Vivemos tempos que não permitem equívocos e o equilíbrio fiscal é obrigatório. Nós não podemos gastar mais do que arrecadamos”, afirmou Taques, para a reportagem do Olhar Direto, ao fim da reunião do secretariado, no Salão Ipê da Escola Fazendária – fundos da Secretaria de Estado da Fazenda, no Centro Político e Administrativo. Ele enfatizou a tese de que é indispensável à nova gestão  gastar menos, fazer mais e em menor tempo.
 
Os secretários Marco Aurélio Marrafon, de Planejamento, e Paulo Ricardo Brustolin, de Fazenda, distribuíram aos colegas uma cartilha com técnicas de renegociação de contratos.  A missão de cortar 20% das despesas com contratos é nova em Mato Grosso, notadamente por não ter sido colocada em prática. E, também, a autonomia para rescindir contratos não autorizados, repactuar valores de contratos remanescentes, controlar gastos com pessoal e parcelar os restos a pagar deixados por exercícios anteriores.
 
Pedro Taques só chegou no final da reunião, mas enfatizou que em virtude do cenário econômico internacional e nacional, 2015 não será um bom ano para Mato Grosso. E repetiu várias vezes que há necessidade de correção, porque o gasta muito, gasta mal e de forma desnecessária.
 
O governador destacou a importância de se fazer a revisão dos contratos, que possuem “gorduras”, e que o governo, por sua vez, assumiu o compromisso de trabalhar muito e combater a corrupção.   
 
Para a segunda com meta de reduzir gastos, ainda a ser  marcada por Brustolin e Marrafon, Pedro Taques já cobrou uma lista dos secretários e presidentes de autarquias que estão cumprindo ou não a meta estabelecida.
 
O trabalho de revisão de contratos e, consequentemente de redução de custos operacionais, está sendo coordenado por Paulo Brustolin, Marco Marrafon e  Júlio César Modesto (Gestão).
 
Embora saiba da missão hercúlea, na avaliação de Brustolin, se as providências necessárias não forem tomadas, o Estado corre o risco de ficar inerte. “Cada contrato que analisamos temos que questionar: Esse contrato é necessário? Qual a finalidade? Está cumprindo seu papel social? Posso fazer a mesma coisa com menos?”, ponderou Brustolin.
 
O secretário de Fazenda alertou que o déficit projetado para Mato Grosso em 2015 é de R$ 2 bilhões. Isso porque a receita da LOA é de R$ 13,653 bi, enquanto as despesas previstas pelas secretarias ficaram em R$ 15,200 bi. “Ainda que nós conseguíssemos aumentar a receita em 6%, numa perspectiva otimista, combatendo a sonegação e analisando setor a setor, ainda fecharíamos o ano com um déficit de R$ 1,2 bi”, informou o secretário de Fazenda.
 
 Marco Marrafon abordou a importância de se romper com a cultura da falta de cuidado com tudo que é público, como se não pertencesse a ninguém, mas que na verdade é de todos. Destacou ainda que o responsável por cada pasta deve ter a economia sempre em mente, mesmo em coisas simples, do dia a dia, mas que ao final podem ser bastante significativas.
 
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