POLíCIA CIVIL CAçA PAI ACUSADO DE MATAR BEBê DE TRêS MESES
06.03.2015

 

Incomodado com choro, A.D., de 25 anos, teria jogado criança no chão; bebê teve morte cerebral.

A prisão de A.D. foi decretada pela Justiça após solicitação da delegada Daniela Maidel.

Policiais civis procuram A.D., de 25 anos, pai do bebê de três meses, que teve morte cerebral, segundo boletim médico do Pronto Socorro de Várzea Grande, nesta semana.

A criança teria sido espancada pelo próprio pai, no dia 26 de fevereiro passado, conforme depoimento da mãe, uma adolescente de 17 anos. 

Ele teve a prisão preventiva decretada no final da tarde de ontem, pela Comarca de Várzea Grande, atendendo a uma solicitação da delegada Daniela Maidel, da Delegacia de Defesa da Mulher do Adolescente e Idoso.

A.D. foi indiciado por lesão corporal gravíssima.

A adolescente foi ouvida na última segunda-feira (2) na delegacia e afirmou que o marido havia espancado o bebê. A delegada, então, juntou mais provas da participação e solicitou a prisão.

Desde que foi liberado, no último sábado, o jovem estava desaparecido. Os policiais o localizaram no bairro São Mateus, onde reside.

Conforme relato da mãe, no dia 26 do mês passado, o bebê foi jogado ao chão pelo pai, que não teria suportado ver o filho chorando no colo da mãe.

Conforme a menor, o bebê estava dormindo no carrinho, quando acordou e começou a chorar, irritando o pai, que estava na cama. 

Segundo o depoimento, o homem levantou e acertou um soco no bebê. 

“Pedi para que não fizesse aquilo, mas ele me ameaçou, caso contasse a alguém”, disse a adolescente, segundo a delegada Daniela Maidel.

Ela acrescentou que, em seguida, o marido pegou o bebê no colo dela e o jogou no chão. 

“Ele não aguentou ver a criança chorando”, completou. O bebê começou a ficar roxo e, somente no dia seguinte, o próprio pai levou a criança ao PSVG.

Aos guardas municipais, ele disse que a criança tinha caído de seus braços, após ter se assustado com o grito de um vizinho. 

O bebê, além de traumatismo de crânio, apresentava diversos hematomas pelo corpo, quando foi internado no hospital, segundo enfermeiros informaram à Polícia.

Detido pelos guardas, A. D. foi levado, inicialmente ao Conselho Tutelar e, em seguida, à Central de Flagrantes de VG. 

Como a lesão no bebê ocorrera um dia antes, o pai foi ouvido e liberado. Os policiais avisaram, no entanto, que ele poderia ser preso por lesão corporal grave.

À Polícia, segundo a delegada Maidel, o homem admitiu ser usuário de entorpecentes, mas jurou que, naquele dia, não tinha feito uso de drogas. Disse que estava sóbrio e reafirmou que houve uma queda acidental.

 

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