SANTOS DEFENDE PRIVATIZAR VLT E ADMITE PLEBISCITO PARA POPULAçãO “SE ACOSTUMAR A SER CONSULTADA”
06.03.2015

Santos defende privatizar VLT e admite plebiscito para população “se acostumar a ser consultada”

Caso o governador José Pedro Taques (PDT) dê ouvidos para o líder do governo na Assembleia Legislativa, deputado Wilson Santos (PSDB), passará a estudar seriamente a privatização das obras do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), que corta Cuiabá e Várzea Grande. O tucano também endossou a proposta do deputado estadual Emanuel Pinheiro (PR), que defende plebiscito para escolha do modal de transporte público na Grande Cuiabá, além de opinar sobre a privatização.

“Se dependesse de mim não colocaria mais um centavo nessa obra. E passaria para a iniciativa privada tocar”, afirmou ele, em entrevista na Redação do Olhar Direto, nesta quinta-feira (5). O ex-prefeito de Cuiabá entende que explorar o sistema não é obrigação do Estado e, no contexto ampliado, a iniciativa privada já possui técnica para viabilizar o serviço de qualidade.  
 
“Minha posição é clara. O VLT deve ser privatizado e que a tarifa seja discutida com governo e sociedade. Porque não dá simplesmente para aceitar uma tarifa de qualquer valor”, observou o líder do governo na Assembleia.
 
“Quando prefeito, eu e Blairo [Maggi, ex-governador] assinamos a matriz de obras da Copa da Copa com previsão de implantar o BRT. Isso porque ouvimos de um técnico do governo [federal] que, com VLT, a tarifa seria de R$ 14,00. O que é isso? Não tem cabimento”, protestou Santos.
 
Consulta
 
O ex-prefeito da Capital lembrou que, com o então governador e atual senador Blairo Maggi (PR), assinou convênio para construção do Bus Rapid Transport (BRT).
 
Sobre o plebiscito, passados quase cinco anos do início das obras da Copa do Pantanal Fifa 2014, Wilson Santos ainda considera-o válido, por tratar como “questão pedagógica”, considerando que quanto mais a população opinar, menor a chance do governante errar. “Deixemos o povo dizer o que quer sobre isso [VLT ou BRT]. É bom para a democracia”, afiançou Santos.
 
 “Quem está suscitando a dúvida é o próprio Governo do Estado. Então é um momento adequado para consultar a população. Essa é uma decisão importante demais para ficar só nas costas do governador. A população, que é a mais interessada, precisa ser ouvida”, argumentou Emanuel Pinheiro,  ao para defender o plebiscito.
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