RIVA FAZ AMIZADES NA PRISãO, MAS NãO PARTICIPA DE PROJETOS
16.03.2015

Preso há 23 dias no Centro de Custódia de Cuiabá, anexo ao presídio do Carumbé, o ex-deputado estadual José Riva (PSD) vive uma rotina de detento comum na unidade prisional. De acordo com informações de funcionários do sistema carcerário, o ex-parlamentar demonstra tranqüilidade e se relaciona bem com outros detentos durante o banho de sol.

Apesar da boa relação com outros presos, Riva ainda não participa de programas sociais oferecidos pela Secretaria de Justiça e Direitos Humanos. Na unidade onde está detido, são ofertados programas de leitura e de artesanato.

O ex-presidente da Assembleia Legislativa divide cela com um professor condenado por estupro ocorrido em 2012. A cela tem quatro camas e pode receber outros dois detentos com nível superior.

Não há nenhum conforto, e o ex-deputado e o professor desfrutam de apenas um ventilador. Ambos utilizam o banheiro coletivo da unidade prisional.

Detido desde 21 de fevereiro, quando foi deflagrada a “Operação Imperador”, Riva já teve três pedido de habeas corpus negados pela Justiça. Na semana passada, o STJ (Superior Tribunal de Justiça) decidiu por maioria manter a detenção do ex-parlamentar.

Nesta terça-feira, dia 17, será analisado o mérito do pedido no Tribunal de Justiça de Mato Grosso. O desembargador Rondon Bassil Dower Filho negou, em 25 de fevereiro, liminar para soltar o ex-deputado. O Ministério Público, por meio do promotor Amarildo César Fachone, se manifestou pela manutenção da prisão do ex-parlamentar.

Na votação do mérito do HC nesta terça-feira, o relator é o desembargador Rui Ramos. Além dele, irão participar da votação os magistrados Rondon Bassil e Marcos Machado, convocada para ocupar a cadeira na Câmara no lugar do desembargador Orlando Perri, que está de férias.

FRAUDES 

José Riva foi preso no dia 21 de fevereiro, durante a Operação Imperador, deflagrada pelo Gaeco (Grupo de Ação e Combate ao Crime Organizado). Ele é acusado de desviar mais de R$ 62 milhões através de compras simuladas de materiais de escritórios e de papelaria para, supostamente, atender as necessidades da Assembleia Legislativa de Mato Grosso.

Além de Riva, foram indiciadas outras 16 pessoas, entre empresários e servidores públicos. A esposa do ex-deputado, Janete Riva, que respondia pela Secretaria de Patrimônio da Assembleia está entre os indiciados. Ela atestava o recebimento de produtos que não eram entregues ao parlamento.

 

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