MãE COMPRA BERçO PARA INTERNAR FILHA EM PRONTO ATENDIMENTO NO ES
13.03.2015

Mulher contou que não havia leito para internar o bebê de quatro meses.
Secretaria de Saúde da Serra informou que abrirá uma sindicância.

Com a filha de quatro meses internada por conta de uma infecção urinária, a cobradora Elisângela Pereira precisou comprar um berço para acomodar a criança na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Carapina, na Serra, Grande Vitória. Ela contou que chegou ao local na última terça-feira (10) e foi aconselhada por enfermeiros e funcionários a comprar o equipamento, por falta de leito. Na quarta-feira (11), o bebê foi encaminhado para o Hospital Infantil de Vitória e o berço ficou na unidade. A Secretaria de Saúde da Serra foi procurada pelo G1 e informou que abrirá uma sindicância para apurar a situação.

Elisângela Pereira comprou berço para internar filha no ES (Foto: Reprodução/ TV Gazeta)
Elisângela Pereira comprou berço para internar
filha no ES (Foto: Reprodução/ TV Gazeta)

Elisângela contou que levou a filha, Victória, para a UPA de Serra Sede quando a menina começou a passar mal, no domingo (8). “Fui lá porque ela estava com muita febre. O médico falou para voltar em três dias, caso ela continuasse passando mal”, falou a cobradora.

Como a menina continuou doente, Elisângela foi a UPA de Carapina, também na Serra, em busca de internação para a filha, mas foi informada de que os dois berços existentes na unidade estavam ocupados. “O quarto era grande, mas só tinham dois berços. Então, o médico e o próprio chefe da enfermaria me aconselharam a comprar um berço, caso eu tivesse condição, e depois ir atrás dos meus direitos na Secretaria de Saúde”, contou a mãe.

Na terça-feira, a mulher comprou o equipamento no valor de R$ 250, com dinheiro emprestado, e recebeu a doação de um colchão para acomodar a criança. “Quando meu irmão montou o berço, eu falei que ia chamar a televisão e a imprensa toda para ver a situação. Na mesma hora, a direção do hospital quis desmontar o berço, mas eu não deixei, porque minha filha precisava de cuidados”, disse Elisângela.

e disse que havia uma maca disponível para a criança, alegando que a mãe não havia procurado ajuda da unidade para resolver o problema antes da compra do berço. “As moças que estavam lá falaram que realmente não tem maca. Disseram que outras mães que estavam lá também não conseguiram leito”, disse ela.

A menina foi transferida para o Hospital Infantil de Vitória na manhã de quarta-feira, mas o berço foi deixado na UPA de Carapina. “Pelo que eu soube, já desmontaram o berço, mas continua lá. Eu não sei o que vou fazer, porque não tenho dinheiro para pagar. Preciso que a prefeitura me reembolse o valor. Se não fizerem isso, não sei o que vou fazer”, afirmou Elisângela.

Para a mãe, não dá para esperar as autoridades agirem quando se trata de um filho. “Uma mãe que ama o filho tem que fazer qualquer coisa, porque, se esperar pela prefeitura, pelo governo, a criança vai com um problema e volta com outro. Eu poderia cochilar na cadeira, ela cair no chão e aconteceria outro problema com a minha filha”, declarou.

Outro lado
A Secretaria Municipal de Saúde da Serra informou que abrirá procedimento de sindicância para verificar a ocorrência de utilização de um berço de pediatria na UPA de Carapina de pessoa particular. Isso porque é vedada a utilização de qualquer material e equipamento privado no interior dos serviços de saúde.

Berço é montado no UPA de Carapina, na Serra (Foto: Elisângela Pereira)Berço é montado no UPA de Carapina, na Serra (Foto: Elisângela Pereira)
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