JÚLIO CAMPOS DIZ QUE PR "NÃO TEM VERGONHA NA CARA"
09.05.2014

Júlio Campos diz que grupo do PR que quer se aliar a Taques "está de pilantragem"

O deputado federal Júlio Campos (DEM) criticou, em entrevista à Rádio Mix FM, nesta sexta-feira (9),  a forma como o PR vem se comportando em relação às eleições de 2014, principalmente no que ele denominou de “jogo duplo”.

A legendarepublicana, que pertence à base aliada do Governo Silval Barbosa (PMDB), negocia apoio político com o pré-candidato de oposição, senador Pedro Taques, desde que seja garantida ao deputado federal Wellington Fagundes a candidatura ao Senado.

Campos disse que o DEM está alheio a esse processo de negociação por entender que o PR seria dissonante na coligação.

Para ele, mesmo que Taques tenha pedido dez dias de prazo para se definir, as coisas não vão correr como o PR espera.

“A população de Mato Grosso espera critérios e vergonha na cara de quem não tem cara. Ninguém entende por que, depois de 12 anos sugando o Governo, usufruindo de secretarias e cargos, o PR traia vergonhosamente o grupo político do governador Silval Barbosa, faltando apenas sete meses para terminar o mandato”, afirmou o deputado.

"Como político antigo, tenho brio, vergonha na cara, me sinto constrangido com a situação de vassalo na qual o PR se coloca. Há deputados e outros líderes do partido que são honestos, coerentes. Mas, esse grupo que está negociando com o senador Pedro Taques está de pilantragem, tentando de todos os meios segurar o poder”, completou.

Além disso, de acordo com Júlio Campos, o PR não está coeso com essa ideia de se aliar à oposição.

"Um terço do PR vai vir para a aliança do Pedro Taques e dois terços vão permanecer na base de Silval Barbosa. Então, não tem como dar certo, porque nem mesmo um discurso esse grupo liderado pelo deputado Emanuel Pinheiro vai ter. Afinal, como vão falar mal de um Governo do qual eles participaram por 12 anos?", questionou.

Júlio Campos disse também que há "um jogo de interesse econômico e financeiro" envolvendo as negociações entre o partido e a oposição, uma vez que o próprio prefeito de Cuiabá, Mauro Mendes, já “fechou com Emanuel o apoio à sua reeleição”.

Experiência própria

O deputado federal lembrou as eleições de 1998, quando ele decidiu se aliar ao hoje também deputado federal, Carlos Bezerra (PMDB), esperando um resultado e obtendo outro nas urnas.

“Eu estava com 53% nas pesquisas, contra 15% de Bezerra e 19% de Dante de Oliveira, que ia à reeleição. Achei que, se nós nos aliássemos, eu iria para 70% e aconteceu exatamente o contrário: o povo deu um recado duro nas urnas e nós acabamos perdendo. Isso se repetiu novamente na eleição do Tião da Zaeli, em Várzea Grande. Eu tinha condições de vencer e fui cair na besteira de me aliar ao então deputado Maksuês Leite (PP) e, mais uma vez, acabamos perdendo”, disse

Júlio Campos afirmou não ter dúvida de que Taques vai "cair na real" e “entender que a aliança com o PR é inviável e o prejudicaria bastante.

Essa aliança, segundo o deputado, daria o indicativo de que Taques, que se apresenta como o novo, como o político diferente, "estará dando mostras de que isso é só aparência.

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