DEPUTADOS BENEFICIADOS COM DOAçãO NEGAM LIGAçãO COM ERAí
10.04.2015

Os deputados estaduais Wilson Santos (PSDB) e Wancley Carvalho (PV) negaram relação com o empresário Eraí Maggi (PP), um dos prováveis alvos da CPI da Sonegação, a qual os dois parlamentares fazem parte.

Conforme MidiaNews revelou na semana passada, os deputados receberam doações, durante a campanha eleitoral, do empresário dono do grupo Bom Futuro. 

Segundo Wilson Santos, que é responsável pela sub-relatoria que investigará o "Regime Especial" utilizado pela Sefaz, Eraí teria doado para toda a coligação “Coragem e Atitude pra Mudar”.

Para ele, a contribuição de R$ 100 mil do empresário não coloca em suspeição a sua participação na comissão.

“De forma nenhuma isso contamina a minha postura na comissão. Na verdade, individualmente, não o procurei e nem ele me procurou. O que aconteceu foi que ele fez uma contribuição para o grupo e isso foi distribuído para vários candidatos. Tanto para mim, quanto para o Guilherme Maluf, Carlos Avalone, Nilson Leitão, entre outros”, disse.

Wilson afirmou que, caso necessário, irá apontar as possíveis irregularidades encontradas contra o empresário da soja.

“Então, isso não me inibe de forma alguma. E vou ter toda a independência e transparência, como sempre tive em todas as CPIs que atuei. Aquilo que for correto e justo vai ter o meu parecer favorável. E aquilo que estiver irregular e ilegal, vou combater duramente”, afirmou. 

“Nunca tivemos contato”


Já o deputado Wancley Carvalho, que é justamente sub-relator responsáveis pela investigação das cooperativas e recebeu R$ 25 mil de Eraí, afirmou que nunca teve contato com o empresário.

Ele ressaltou o fato de ter recebido o valor do então candidato a deputado federal Ezequiel Fonseca, presidente do PP. Segundo o deputado, o valor foi doado por Eraí ao grupo e repassado a ele por Ezequiel.

“Nunca tive contato com ele, nunca conversei com ele. Só o conheço pela imprensa. E é preciso que se diga que o apoio que tive na região foi, na verdade, do deputado Ezequiel. Ele que me doou o dinheiro. Então, de maneira nenhuma vai colocar minha atuação em suspeição”, disse.

“Vou atuar de maneira neutra e justa. O que for identificado como errado, vamos expor. O que for caracterizado de incentivo para o fomento ao desenvolvimento, como a lei prevê, vamos resguardar”, completou.

Investigação

Considerado o "Rei da Soja", Eraí Maggi pode ser o alvo da comissão por ter sido supostamente beneficiado por meio de um esquema que teria se utilizado de fraudes e simulação de transações comerciais envolvendo a Cooperativa Agroindustrial de Mato Grosso (Cooamat).

A denúncia foi feita à Polícia Federal e outros órgãos, como o Ministério Público Federal (MPF) e Tribunal de Contas do Estado. 

A CPI, presidida pelo deputado estadual Zé do Pátio (SD), investigará a sonegação fiscal, os incentivos fiscais e regimes especiais.

O objetivo é verificar distorções no crescimento de Mato Grosso, que apresenta números positivos em relação ao Produto Interno Bruto (PIB), mas, em contrapartida, tem o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) como um dos piores do país.

A comissão quer, ainda, verificar se as empresas beneficiadas com a concessão de benefícios fiscais estão realmente retornando o benefício ao Estado por meio da geração de empregos, por exemplo.

Segundo Pátio, mais de 400 contratos que devem ser analisados, no prazo regimental de 180 dias.

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