ÉDER 'VENDEU' BENS PARA PARENTES E INTEGRANTES DA FAMíLIA PIRAN POR VALORES IRRISóRIOS
01.04.2015

O delegado da Polícia Federal, Marco Aurélio Favere, do setor de Inteligência da PF, um dos responsáveis pelo comando da Sétima Fase da Operação Ararath desencadeada nesta quarta-feira (1),  afirmou que o ex-secretário dos governos Blairo Maggi (PR) e Silval Barbosa (PMDB), Éder Moraes, constantemente estava transferindo bens de alto valor como terrenos e carros de luxo para nomes dos próprios filhos e também, outros parentes, na maioria menores de idade, além de integrantes da família do agiota Valdir Piran.

Aurélio destacou que a ‘manobra’ tinha a intenção de ocultar os bens para não serem bloqueados pela Justiça Federal. “Foi identificado que o investigado (Éder) continuava movimentando o patrimônio de forma proposital. A previsão é que ele tenha que devolver cerca de R$ 100 milhões à Justiça”, destacou.

O delegado explicou que a audácia de Éder era tanta, que as transações imobiliárias eram feitas sempre no valor abaixo de mercado. “Ele estava vendendo terrenos em residenciais de luxo por R$ 50 mil”, explicou.

O delegado explicou que a audácia de Éder era tanta, que as transações imobiliárias eram feitas sempre no valor abaixo de mercado, vendendo terremos em residenciais de luxo por R$ 50 mil

De acordo com o delegado, a Justiça já determinou que os respectivos cartórios, onde houve as transações, bloqueiem os bens. “Estamos identificados veículos e imóveis que serão arrestados junto aos cartórios”, falou.

Sobre os ‘laranjas’, o delegado disse que eles podem também responder pelo crime de lavagem de dinheiro e ocultação de bens.

Éder foi preso mediante a um mandado de prisão preventiva na deflagração da sétima fase da Operação Ararath, da Polícia Federal.  Os policiais também cumpriram um mandado de busca na casa dele, no condomínio Florais do Lago, na saída do Distrito da Guia, em Cuiabá. "Apreendemos apenas documentos na residênica", explicou Favere.

Após o depoimento, ele deve ser encaminhado para o Centro de Custódia de Cuiabá, onde se encontra preso o ex-deputado estadual José Riva (PSD). Riva está preso no local desde o dia 21 de fevereiro, hoje completando 41 dias.

As medidas foram determinadas pelo Juízo da 5ª Vara Federal de Mato Grosso a partir de requerimento do Ministério Público Federal no curso da Ação Penal, sendo que a Polícia Federal instaurou inquérito policial para apurar a ocultação e a lavagem de dinheiro. 

Além de constituírem crimes próprios, tais condutas também violam decisão judicial que concedeu liberdade provisória a um dos investigados. 

OUÇA PARTE DA ENTREVISTA CONCEDIDA PELO DELEGADO MARCO AURÉLIO FAVERE À IMPRENSA

OUTRO LADO

O advogado de Éder Moraes, Ronan Oliveira, esteve na sede da PF. Ele disse que não tem conhecimento do motivo da prisão do seu cliente e do que foi apreendido na residência do ex-secretário. Oliveira comentou que deve entrar com pedido de HC ainda hoje para tentar a soltura de Éder. 

PRESO NA QUINTA FASE

Éder Moraes foi preso no dia 20 de maio do ano passado na quinta fase da Operação Ararath. Nesta fase ele é acusado de lavagem de dinheiro público para financiamento de campanhas eleitorais, apoio a um clube de futebol e ainda compra de vaga no Tribunal de Contas do Estado.

O ex-secretário chegou a ficar mais de dois meses presos no presídio da Papuda, em Brasília, quando foi transferido para Cuiabá. Na capital, Éder ficou preso por mais uns 20 dias.

Moraes é réu juntamente com a esposa dele, Laura Tereza da Costa Dias, o gerente do Bic Banco em Mato Grosso, Luiz Carlos Cuzziol, e ainda o ex-secretário adjunto do Tesouro Estadual, Vivaldo Lopes. 

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