ÉDER TRANSFERIU MANSãO E CARRõES PARA FILHOS; ADVOGADO RECORRE AO TRF
01.04.2015

O ex-secretário de Fazenda, Casa Civil e Copa, Éder Moraes Dias, deixou a Superintendência da Polícia Federal em Mato Grosso por volta das 14 horas desta quarta-feira. Ele já passou por exame corpo delito e se deslocada neste momento para o centro de custódia de Cuiabá, anexo ao presídio do Carumbé, onde também está detido o ex-presidente da Assembleia Legislativa, José Riva (PSD).

Éder prestou depoimento de cerca de 3h30 aos delegados federais. Ele teve de explicar sobre transações imobiliárias e de veículos realizadas após ser liberado da prisão, em agosto de 2014.

De acordo com o delegado Marco Aurélio Fávare, o ex-secretário estaria repassando o patrimônio para o nome de “laranjas” com objetivo de evitar bloqueio de R$ 100 milhões pela Justiça Federal. Todavia, foram encontrados até o momento apenas R$ 1 mil na conta da esposa do ex-secretário, Laura Tereza da Costa Dias, também ré em ação criminal. 

O advogado Ronan Oliveira, que patrocina a defesa de Éder, confirmou a existência de negociações realizadas pelo ex-secretário. Porém, ele alega que todas ocorreram dentro da legalidade e estão declaradas no Imposto de Renda, que foi entregue aos delegados da PF.

Segundo o jurista, o terreno da mansão onde o ex-secretário mora, no condomínio Florais dos Lagos, pertencia ao pai do empresário do ramo de factoring Valdir Piran. A área foi transferida para um homem identificado apenas como Renan.

Posteriormente, em 2012, para o ex-secretário que edificou a residência. Na última transação, o imóvel foi repassado ao filho de Éder, de apenas 11 anos. “Esta casa está indisponível desde novembro por determinação da Justiça”, completou o advogado.

Além deste bem, o advogado confirmou que o ex-secretário transferiu ao filho de 19 anos a propriedade de dois veículos de luxo, cujas marcas não foram reveladas. “Tudo isso ocorreu de forma legal e está declarada”, assinalou o advogado.

ABUSO E HC

Ronan Oliveira ainda considerou a prisão do seu cliente, decretada pelo juiz da 5ª Vara Federal, Jeferson Schneider, como “totalmente ilegal”. Segundo ele, o ex-secretário está solto por uma determinação do ministro José Dias Tóffoli, do Supremo Tribunal Federal. “A prisão de hoje rompe com a posição do Supremo Tribunal Federal, que foi pela liberdade do Éder Moraes”, alegou o advogado em entrevista ao FOLHAMAX.

O advogado anunciou que irá ingressar com pedido de habeas corpus junto ao Tribunal Regional Federal. Para ele, seria desncessário fazer um pedido de relaxamento da detenção ao juiz federal Jeferson Scheneider, que analisa outras sete ações em que o ex-homem forte do palácio Paiaguás é réu por lavagem de dinheiro, corrupção e peculato.

 

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