EX-SECRETáRIO DIZ QUE GRáFICA CUMPRIU CONTRATO COM GOVERNO
09.04.2015

O deputado federal, e ex-secretário de Estado de Saúde, Ságuas Moraes (PT), negou que o contrato firmado com a Gráfica Print em 2013, e alvo de auditoria do governador Pedro Taques (PDT), não tenha sido cumprido.

O contrato no valor de R$ 232.730,00 serviria para prestação de serviços gráficos a Superintendência de Diversidades Educacionais da Seduc. 

Segundo Ságuas, o contrato foi assinado em sua gestão a frente da pasta, mas executado na gestão de Rosa Neide Sandes.

"Acredito que o governador está levantando todos os contratos com a  Print após a operação Edição Extra. Mas estamos tranquilos, porque o contrato foi cumprido"


“Tínhamos um material que precisava ser produzido e conseguimos os recursos com o Governo Federal. Assinei no dia 2 de outubro, mas deixei a pasta no dia 6. Obviamente, coube a Rosa Neide fazer o pagamento do material que foi entregue. Conversamos e ela confirmou que as cartilhas foram produzidas e entregues”, disse ao MidiaNews.

O ex-secretário acredita que a auditoria foi instalada devido as investigações em andamento na Polícia Federal contra os empresários Dalmi Fernandes Defanti Junior e Fábio Martins Defanti, donos da gráfica.

“Acredito que o governador está levantando todos os contratos com a Gráfica Print após a operação Edição Extra, e este é apenas mais um dos contratos deles. Mas estamos tranquilos, porque o contrato foi cumprido”, afirmou.

Processo administrativo 

O processo administrativo contra a Gráfica Print foi instaurada pelo secretário de Educação, Perminio Pinto (PSDB). O objetivo é apurar uma suposta inexecução total de um contrato com a gráfica.

A comissão que irá conduzir o processo será composta por três servidores públicos estadual: Guiomar Alves Martins, Mariuza Rodrigues Urcino, e Elzimar Rodrigues de Moura.

“A referida Comissão inicie suas atividades no prazo de 05 dias da publicação desta Portaria em Diário Oficial do Estado, devendo concluir seus trabalhos no prazo de 90 dias, a contar da notificação do representante legal da empresa, admitida a prorrogação por igual prazo”, diz trecho da publicação.

Conforme a portaria, a empresa poderá se defender das acusações de não ter cumprido o edital.

Os donos da gráfica foram alvos da operação "Edição Extra", deflagrada em dezembro de 2014, que investiga fraudes em licitação para contratação de empresas para fornecer serviços gráficos ao Governo de Mato Grosso. 

O esquema pode ter desviado cerca de R$ 40 milhões dos cofres públicos.

Eles tiveram prisões preventivas decretadas em dezembro, mas foram libertados depois de cinco dias.

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