CUIABá REGISTRA SEIS EXECUçõES EM APENAS UM FINAL DE SEMANA
27.04.2015

A Polícia Civil registrou um total de seis execuções em Cuiabá desde a sexta-feira até a manhã de hoje, 27, figurando com um dos mais violentos do ano. Dados do Instituto Médico Legal  (IML) apontam que a mais recente vítima trata-se de Odair José Leite da Silva. Ele foi morto a tiros no bairro Jardim Fortaleza, em Cuiabá.  O assassinato foi registrado durante a madrugada. Odair morreu em razão de disparos de arma de fogo.

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Na região do Sucuri, o corpo da jovem Larissa Paula de Assis, de 18 anos, foi encontrado na manhã de sábado, 26. A garota foi morta com diversas pancadas na cabeça e o corpo foi encontrado parcialmente carbonizado. Ainda  não há informações quanto a prisão de suspeitos.
 
Ainda na madrugada de  sábado, a Polícia registrou a morte de Lene Jackson, de 18 anos, morto com cinco tiros no bairro Osmar Cabral. Hallif Mickael Silva Prado morreu depois de sair de um baile funk  que era realizado no bairro CPA I, em Cuiabá.  A Polícia também irá investigar a execução do ex-presidiário Marcelo  Gonçalves Salomé,  alvejado diversas vezes no bairro Jardim Industrial.
 
A região do Pedra 90, no mês de abril, figura com um dos mais violentos sendo que acumula um total de cinco execuções. No total do ano, o número salta para 15.  Neste final de semana um jovem de jovem de 17 anos que  foi morto a tiros na noite de sábado (26) e outras duas pessoas baleadas. O suspeito foi identificado, inicialmente, como Nordestino.
 
Em recente entrevista, o secretário de segurança pública, Mauro Zaque, apresento balanço onde mostrou que Mato Grosso registrou um total de 217 assassinatos nos primeiro trimestre do ano.  Comparativamente ao ano de 2014 (quando o total de crimes chegou a 318), o número atual representa uma redução em 32% do número de execuções. A análise do cenário envolvendo as cidades de Várzea Grande, Sinop e Rondonópolis também  apresenta queda.
 
Quanto aos casos de Cuiabá, Mauro Zaque afirmou que o número de execuções apresentava estagnação, mas não apresentou a jornalistas levantamento quantitativo.
 
“Nós mapeamos as áreas quentes e atuamos nesses focos. Importante dizer que se continuássemos nessa linha ascendente de crescimento  nós teríamos um número absurdo. Em cem dias conseguimos um número expressivo na redução. Isso significa que vidas estão sendo salvas. As operações e o empenho de cada servidor colaboraram”.  Crimes de vingança continuam aparecendo como a principal motivação para os assassinatos.

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