AL GASTOU MAIS DE R$ 30 MILHõES COM PROPAGANDA EM 2014; MESA QUER DIVULGAR CUSTOS MENSAIS DETALHADOS
17.04.2015

Pagamentos de propagandas e publicidades acima dos R$ 27 milhões, só ano passado, patrocínios de alto custo a grupos de comunicação em toda sorte de projetos que sobrepõem R$ 4 milhões, também em 2014, levaram o deputado Gilmar Fabris (PSD), com apoio do presidente da Assembleia Legislativa (AL), deputado Guilherme Maluf (PSDB) a questionarem esses valores e, por iniciativa de Fabris, esses custos deverão ser informados, detalhadamente, à sociedade.

O pedido foi feito por Gilmar na sessão desta quinta-feira (16). A iniciativa, conforme o parlamentar, deverá fazer parte do processo de gestão transparente adotado pela Casa de Leis. E sugeriu que essa informação deverá constar na programação da TV Assembleia.

Ao parabenizar a ação de Fabris, o presidente da AL/MT, deputado Guilherme Maluf (PSDB) informou que em 2014 foram pagos R$ 30 milhões aos veículos de comunicação. Contudo, esse montante terá uma redução de 30% a partir de agora. A recomendação é do Ministério Público e deverá ser firmado por meio de um Termo de Ajuste de Conduta – TAC.

Na realidade, a cobertura de emissoras de TV em relação às sessões não acontecem regularmente. O DOC apurou, junto a setores da comunicação da AL, que a cobertura das sessões ordinárias e extraordinárias pelas TVs, somadas, juntas, não chegar a uma hora em todo ao ano, motivo pelo qual não se justifica pagamentos de igual montante. No mais são peças publicitárias esporádicas.  

_ “O deputado Gilmar Fabris foi muito feliz em cobrar a transparência porque não vamos alimentar a máfia da comunicação. Uma pena que temos que ficar desmentido inverdades”, disse Maluf, por outro lado, referindo-se a  matérias publicadas referentes ao aumento da verba indenizatória.

MEDIDAS

O presidente informou que houve uma economia de R$ 7 milhões com a reforma administrativa da AL, incluindo a redução no quadro de servidores comissionados e convocação dos aprovados no concurso. O resultado da reforma será divulgado em coletiva à Imprensa, nos próximos dias, pelo vice-presidente da AL, deputado Eduardo Botelho (PSB).

Fabris argumentou que a devolução dos R$ 20 milhões ao governo do Estado é um fato inédito e deveria ser exemplo para outros parlamentos. Destacou que a VI é fundamental para a atuação parlamentar, que precisa se deslocar para os municípios. Ele chegou a comparar a distância dos municípios mato-grossenses, que chega a mil quilômetros da Capital aos de Santa Catarina, por exemplo, onde a dimensão territorial é bem menor.

“A AL significa anseios, desejos e aflições, pois são nesses momentos de angustia que a população nos procura. Temos que atuar de forma transparente. Por isso, pedi para a Mesa Diretora clareza com os recursos destinados à Imprensa. Essa informação deverá ser mostrada na TV Assembleia”, concluiu, ao considerar importante a divulgação dos valores que cada veículo de comunicação recebe do poder legislativo estadual.

Nota da Redação – O Grupo ODOCUMENTO compactua com o pensamento da Mesa Diretora, já que é sabido que dinheiro público, realmente, é drenado mensalmente sem critério e controle não apenas para grandes grupos de comunicação do Estado, mas, também, para empresas do setor sem expressão alguma  como forma de “verba de zelo” (para publicar matérias falando muito bem).

 ODOC defende avaliações sobre potencialidade de mídia e dos veículos, com critérios sobre a importância de cada um, Ibope, acassos e circulação. Há empresas que funcionam em pequenas salas locadas, sem equipes, funcionários, sem penetração alguma junto ao público, assim como jornais extemporâneos que são contemplados com verbas publicitárias mensalmente. O mesmo ocorre com patrocínios a eventos sociais, esportivos e de lazer frequentemente. O balanço com transparência dos custos é plausível, necessário e  legal.

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