LAUDO DA PF APONTA QUE ESPOSA DE VACCARI é QUEM APARECE EM VíDEO
13.05.2015

O laudo de uma perícia realizada pela Polícia Federal (PF) apontou que a mulher que foi filmada fazendo depósitos em uma agência bancária de São Paulo era Giselda Rousie de Lima. Ela é esposa do ex-tesoureiro do Partido dos Trabalhadores (PT), João Vaccari Neto, que está preso no Complexo Médico-Penal em Pinhais, no Paraná. A perícia foi concluída na terça-feira e um dos parâmetros estava relacionado à estatura, segundo a PF.

A análise da PF contraria a investigação do Ministério Público Federal (MPF) que relatou que Marice Corrêa de Lima, cunhada do ex-tesoureiro e irmã de Giselda, era quem aparecia nas imagens. À época, Marice negou.

Giselda inclusive se identificou como a autora dos depósitos em uma petição protocolada no dia 22 de abril, mas como ela e a irmã são parecidas, o juiz federal Sérgio Moro pediu para que a PF esclarecesse a identidade de quem realmente aparecia na imagem.

Os depósitos, segundo o Ministério Público Federal (MPF), fazem parte de uma série de movimentações financeiras em que Giselda recebeu R$ 323 mil. Os procuradores sustentam que esse dinheiro tem como objetivo o pagamento de uma “mesada” de fonte ilícita.

Ao G1, o advogado que representa Giselda Luiz D‘urso disse que a conclusão da perícia apenas confirma o que ela já tinha dito desde o início das investigações.

"Isso vem reforçar o que a gente já provou junto ao Moro de que o movimento integral na conta da Giselda é totalmente lícito. Quase na sua totalidade vindo de recursos do próprio Vaccari, que sacava e entregava para a Giselda fazer os depósitos", relatou.

A esposa de Vaccari teve um mandado de condução coercitiva, quando a pessoa é obrigada a prestar depoimento, durante a deflagração da 12ª fase da Lava Jato. De acordo com a PF, ela foi ouvida em casa e não contribuiu com as investigações.

A cunhada 
Marice teve um mandado de prisão temporária expedido no dia 15 abril e chegou a ser considerada foragida. Ela se entregou à Polícia Federal no dia 17 de abril - dois dias depois da prisão de Vaccari Neto.

A defesa alegou que Marice não foi encontrada durante o cumprimento do mandado porque estava em um congresso no Panamá.

No dia 23 de abril, ela deixou a carceragem em Curitiba após ter a prisão revogada pela Justiça Federal. No despacho em que autorizou a soltura, Sergio Moro considerou que não se justificaria a continuidade da prisão dela.

A decisão contrariou o pedido do Ministério Público Federal (MPF), que havia pedido que a prisão dela fosse transformada em preventiva, ou seja, sem prazo para expirar.

As investigações do Ministério Público Federal (MPF) apontam ainda que Marice teria comprado um apartamento por R$ 200 mil e o vendido para a empreiteira OAS por R$ 400 mil. O mesmo imóvel teria sido vendido pela empresa por um valor menor. A OAS é uma das investigadas na Lava Jato.

Giselda Rousie de Lima e Marice Corrêa de Lima são irmãs (Foto: Divulgação)Giselda Rousie de Lima e Marice Corrêa de Lima são irmãs (Foto: Divulgação)
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