PAIS DE MENINA SEQUESTRADA EM CUIABá SãO PRESOS NA ITáLIA, DIZ PF
27.05.2015

Os pais biológicos da menina Ida Verônica Feliz, de 10 anos, sequestrada em 2013 em Cuiabá, foram presos no último dia 22, na Itália. A informação foi divulgada pela Polícia Federal nesta quarta-feira (27). A polícia italiana comunicou a prisão às autoridades brasileiras, porém, não deu detalhes sobre o caso e nem informou se o casal continua detido naquele país, de acordo com a PF. Eles são os principais suspeitos do sequestro da criança, que vivia com a família adotiva desde os quatro meses de idade.

Em janeiro deste ano, a Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol) localizou a menina na região de Cassola na Itália. No entanto, no mês seguinte, a Secretaria de Direitos Humanos (SDH), ligada à Presidência da República, que também acompanha o caso, alegou ter ocorrido um equívoco por parte da Interpol e que, na verdade, Ida estaria na República Dominicana.

A Secretaria de Direitos Humanos (SDH) também tinha solicitado à época ao governo da República Dominicana que a menina retornasse ao Brasil.

Em nota, a SDH informou que acompanha esse caso desde abril de 2014, quando a Defensoria Pública da União, a pedido dos pais adotivos, solicitou intervenção da SDH no sequestro. Em dezembro de 2014, a polícia italiana informou que a última movimentação internacional da criança teria sido a entrada na República Dominicana, onde moram os avós maternos da criança. Desde então, o órgão vem mantendo contato com a Interpol e demais autoridades dominicanas.

A mãe adotiva de Ida, Tarsila Gonçalina de Siqueira, que tinha a guarda provisória da menina após ela ter sido abandonada pelos pais biológicos em Cuiabá, ainda não sabe o paradeiro da filha.

“Fiquei sabendo da prisão deles [dos pais] pela internet. Desde que ela foi localizada, não tenho informações sobre com quem ela está e nem onde está morando”, disse ao G1.

O caso
Ida é filha de uma dominicana com um italiano. Devido à prisão dos pais biológicos no Brasil por tráfico de drogas, a menina foi entregue aos cuidados de uma mãe adotiva. Ela foi deixada pelos pais em um hotel, onde a irmã adotiva trabalhava. A funcionária manifestou interesse em ficar com a criança e a família conseguiu a guarda.

A criança foi levada à força por um homem armado de dentro da residência onde morava com a família adotiva, no Bairro Goiabeiras, na capital. No momento, só estava ela e a irmã adotiva no local. Quando o sequestrador viu a menina, que à época tinha 8 anos, ele entrou na casa, a arrastou pelos cabelos e a levou até o carro, onde estava um cúmplice dele.

Com a menina, os sequestradores entraram em contato com a família adotiva por meio de mensagem SMS e fizeram ameaças caso a polícia continuasse investigando o caso. Depois de encerrar as buscas sem sucesso, a Polícia Civil de Mato Grosso repassou as investigações para a Interpol, que emitiu alerta com informações sobre as características da menina.

Segundo o inquérito da Polícia Civil, que investigou o caso naquele ano, ela provavelmente estaria com os pais biológicos na Itália.

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