EMPRESáRIO CORRE RISCO DE SUICíDIO E PASSA POR EXAME DE SANIDADE
19.06.2015

Réu na Operação Ararath, o empresário Rodolfo Aurélio Borges de Campos terá que passar por um exame de sanidade mental por determinação do juiz da 5ª Vara Federal, Jeferson Schneider. Por conta do exame, o magistrado determinou a suspensão do processo por lavagem de dinheiro, em que ele figura como réu junto com o ex-secretário Éder Moraes a época em que ela era um dos proprietários da construtora Encomind, que foi vendida para a Guaxe, de Tangará da Serra.

O empresário é representado pelo escritório do famoso advogado Antonio Calos de Almeida Castro, o “Kakai”. Além de “Kakai”, representam o sócio da empreiteira Encomind os advogados Marcelu Turbay Freiria, Jucynil Ribeiro Pereira, Roberta Ribeiro Pereira, Roberta Cristina R. de C. Queiroz, Liliane de Carvalho Gabriel e Henrique Rezende Iunes de Souza.

Na movimentação do processo, o último despacho do magistrado determina que a Politec (Perícia Técnica Oficial do Estado) realize o exame. “Fixo o prazo de 30 trinta dias para apresentação do laudo conclusivo sobre o réu a contar da data da realização da perícia”, diz o magistrado. 

No processo, o juiz ainda nomeou a esposa do réu, Maria Rosa Auxiliadora de Campos, como a curadora dele. Ela será responsável por acompanhar o empresário no exame de sanidade mental.

De acordo com as informações, Rodolfo Aurélio tem passado desde o ano de 2013 por uma crise profunda de depressão. Um laudo, com data de 2013, assinado por um psiquiatra informa que o indiciado corre risco de suicídio, sendo assim necessária a internação. “O paciente apresenta desempenho adequado em algumas das funções executivas tais como flexibilidade mental, fluência verbal e automonitoramento. Os déficits executivos e mnêmicos encontrados sugerem comprometimento cognitivo de provável etiologia degenerativa. Sugiro reabilitação cognitiva e reavaliação”, diz trecho do relatório.

Para resguardar o processo, o juiz federal determinou a suspensão dele. “Registro que o processo encontra-se suspenso para fins de realização de exame de insanidade mental. Destarte somente questões urgentes”, despachou. 

OPERAÇÃO ARARATH

Ex-sócio da empreiteira Encomind, Rodolfo Aurélio é réu numa das sete ações penais já oferecidas por conta da Operação Ararath, e tem R$ 61 milhões bloqueados. Na ação, o empresário é acusado de lavagem de dinheiro (6 vezes), corrupção ativa (6 vezes) e falsidade ideológica (3 vezes). 

A Encomind está no centro das investigações relacionadas a lavagem de dinheiro. Segundo o MPF, o ex-sócio da empresa e o ex-secretário Éder Moraes articularam o pagamento superfaturado em mais de R$ 61 milhões de uma dívida do Governo do Estado com a construtora. Além do superfaturamento, os procuradores afirmam que foram pagos R$ 11,9 milhões de propina. O dinheiro atendia o interesse de autoridades do Estado.

Os precatórios pagos a Encomind também são alvos de ação impetrada pelo Ministério Público Estadual. Nesta ação, além de Rodolfo e Éder, são réus Antônio Teixeira Filho, Hermes Bernardes Botelho; Dilmar Portilho Meira, Dorgival Veras de Carvalho, Ormindo Washington de Oliveiram, João Virgílio Nascimento Sobrinho; Edmilson José dos Santos; além do senador Blairo Maggi (PR) e o ex-governador Silval Barbosa. 

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