ROMOALDO NEGA DELAçãO DE RIVA E DIZ TER PAGO R$ 10 MILHõES LEGALMENTE
10.07.2015

O  deputado e ex- presidente da Assembleia Legislativa, Romoaldo Júnior (PMDB) vai depor à Justiça nos próximos dias, no processo que apura o desvio de R$ 10 milhões da Assembleia, num suposto esquema  referente à contratação de seguros de saúde para os servidores do Parlamento.

“Isso [delação] não existe e eu já disse isso na tribuna. Tanto que vou responder por eu ter assinado, eu vou responder sobre algumas pessoas que teriam sido beneficiadas, eu não fui beneficiado"

A confirmação do depoimento foi  feita pelo próprio deputado ao,  mas ele não soube precisar a data.

“Olha minha defesa é que estou tranquilo quanto a todo esse  processo. Quando eu  for chamado para ser ouvido, eu já saberei o teor das acusações. Vou fazer a defesa tranquilo e provar que não cometi qualquer irregularidade”, apontou o peemedebista.

Romoaldo Júnior, refutou  informações  de que ele teria feito delação premiada  do ex-deputado  estadual e ex-presidente da Assembleia,  José Riva (PSD), principal acusado pelo Gaeco, no desvio de R$ 10 milhões, na operação denominada Ventríloco. O peemedebista  substituiu  Riva, por 15 meses na presidência da Assembleia, por força de decisão judicial.

“Isso [delação] não existe e eu  já disse isso na tribuna. Tanto que  vou responder por eu ter assinado, eu vou responder  sobre algumas pessoas que teriam sido beneficiadas, eu não fui beneficiado e me coloco à disposição da Justiça para provar”, garantiu.

Romoaldo e o deputado Mauro Savi (PR), à época primeiro-secretário da Casa de Leis, que assinaram a homologação, autorizando o pagamento, feito ao advogado Joaquim Miele, à época representante do antigo banco Bamerindus, hoje HSBC.

Contudo,conforme  ele próprio admitiu,  foram Romoaldo e o deputado Mauro Savi (PR), à época primeiro-secretário da Casa de Leis, que assinaram a homologação, autorizando o pagamento, feito ao advogado Joaquim Miele, à época representante do antigo banco Bamerindus, hoje HSBC.

O ilícito alegado pelo Gaeco,  seria relativo a débitos em atraso da contratação de seguros saúde para os servidores da Casa de Leis desde que metade do montante fosse desviado para o grupo, supostamente, organizado por José Riva.

“O Riva era o presidente da Assembleia, quando ele foi afastado  e esse contrato com o HSBC, essa dívida já estava em negociação quando ele foi afastado e eu assumi. Recebi um ofício e esse ofício foi encaminhado para a Procuradoria”, defendeu-se, se declarando inocente sobre qualquer alegação de que teria se beneficiado dessa operação. “Não cometi qualquer irregularidade e só estou aguardando ser chamado, para provar isso”, sustentou.

“Não cometi qualquer irregularidade e só estou aguardando ser chamado, para provar isso”, sustentou.

Sobre  acordo de delação premiada firmado entre Joaquim Miele e o Ministério Público Estadual (MPE), Romoaldo  disse que foi uma escolha do advogado e que a Assembleia fez a parte dela, no combinado, ou seja, fez o pagamento [“de forma legal”] e Miele não teria repassado dinheiro ao HSBC.

“A  Assembleia pagou um advogado que era credenciado junto ao banco , o advogado não pago u o banco, a Assembleia fez a parte dela e eu faço questão de prestar todos os esclarecimentos à Justiça, estou tranqüilo”, reforçou.

 

Já em relação ao ex-deputado  Riva  e às pessoas que teriam sido beneficiadas com a operação financeira, Romoaldo Júnior limitou-se a dizer: “Eu não fui beneficiado e me coloco à disposição da Justiça”, frisou, admitindo, inclusive, abrir seu sigilo bancário, caso seja solicitado.

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