INFORMANTE é CONDENADO, MAS CUMPRIRá PENA NO SEMIABERTO
13.07.2015

Informante é condenado, mas cumprirá pena no semiaberto

CARLOS DORILEO 
Da Redação

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 Delegada Anaíde Barros investigou o assassinato na DHPP

O servente de pedreiro Robson Ferreira de Souza, 25 anos, detido em flagrante por estar envolvido no latrocínio que vitimou o empresário do ramo de eventos José Aparecido Bravo, 53, em sua casa no bairro Santa Cruz, em Cuiabá, no mês de outubro do ano passado, foi condenado a seis anos e quatro meses de reclusão. Porém, a pena será cumprida em regime aberto.  

O réu, que estava detido desde o dia do crime, trabalhava em uma obra na residência do empresário e confessou ter passado informações que facilitaram a ação dos outros dois bandos. A dupla invadiu a casa e baleou quatro vezes o empresário, antes de fugir sem levar nada. 

Conforme o processo que tramita na 8ª Vara Criminal, ainda no dia do crime, um dos executores do crime deixou o telefone celular cair na residência durante a fuga e o número do servente estava gravado como a última chamada feita no aparelho. Com esta prova, policiais militares que atenderam a ocorrência prenderam o rapaz.

Detido, Robson confessou ter passado as informações sobre a casa a Cleybson Junior Pinho, 20 anos, que segue foragido e é apontado como o autor dos disparos que matou o empresário. 

Desta forma, por ter participado do crime somente fornecendo informações aos executores e ter confessado, o servente de pedreiro teve a sua pena fixada em seis anos, quatro meses e quatro dias, além de 66 dias-multas. “O que se conclui do feito é que o denunciado Robson teve participação ativa e pouco relevante no crime de roubo, limitando-se a tão somente prestar informações privilegiadas que pudessem facilitar a ação dos executores. Entretanto, não há como deixar de reconhecer que o evento morte, em relação ao crime de roubo, não era previsível para ele, naquele contexto”, diz um trecho do processo.

A decisão considera que o fato dele confessar o crime e não ter antecedentes criminais pesou na condenação ao regime semi aberto.

Comparsas

Até o momento não há informações sobre o paradeiro de Cleybson Junior Pinho, vulgo “Ratinho”, que é apontado como o principal suspeito de ter feito os disparos que mataram o empresário. Diante da sua não localização, foi determinado o desmembramento do processo em relação a ele.

O segundo acusado de ter participado do crime, o entregador de marmitas Paulo Gederson Soares, 20 anos, foi absolvido após sua defesa comprovar que o rapaz estava detido no Centro de Ressocialização de Cuiabá no dia do crime.

O caso

O empresário José Aparecido Bravo foi assassinado durante uma tentativa de assalto na tarde do dia 16 de outubro de 2014, após dois homens invadirem a sua residência no bairro Santa Cruz, em Cuiabá. 

Conforme a denúncia do Ministério Público, dois homens entraram na sua casa, onde estava acontecendo uma obra. Os pedreiros foram rendidos por um dos bandidos, enquanto o segundo entrou na residência, onde encontrou o empresário e sua esposa. O criminoso anunciou o assalto, mas se assustou com um movimento do empresário para pegar telefone celular em seu bolso e atirou quatro vezes contra ele.

Bravo chegou a ser levado ao hospital pela esposa, mas morreu a caminho.

Sem roubar nada, a dupla fugiu correndo do local. Policiais militares que atenderam a ocorrência conseguiram identificar a participação do servente de pedreiro Robson Ferreira de Souza, após telefonarem para o último numero discado do celular deixado por um dos criminosos que caiu dentro da casa. 

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