TJ MANTéM NOME DE BLAIRO MAGGI FORA DO SPC E SERASA
04.08.2015

A vice-presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ-MT), desembargadora Clarice Claudino, negou seguimento a um recurso do Banco Industrial e Comercial (Bic Banco) contra a empresa São Tadeu Energética S/A e o senador Blairo Maggi (PR).

A decisão foi proferida na última segunda-feira (27). No recurso, o Banco queria que o Superior Tribunal de Justiça (STJ) negativasse o nome do senador nos órgãos de proteção ao crédito, como SPC e Serasa.

Isso porque Maggi foi avalista do seu ex-coordenador financeiro de campanha, o empresário Mauro César Carvalho, dono da São Tadeu, em um dos empréstimos contraídos junto ao BicBanco, no valor de R$ 7 milhões.

O empréstimo teria sido usado para “socorrer” a empresa, que opera a PCH (Pequena Central Hidrelétrica) da serra de São Vicente (85 km ao Sul de Cuiabá).

Como o valor não foi pago, o banco entrou com uma ação para executar a dívida e pediu que os nomes do empresário e do senador ficassem negativados.

A inclusão de Maggi e Carvalho nos órgão de restrição ao crédito foi atendida, em caráter liminar (provisório), na 1ª Instância da Justiça Estadual. 

Porém, o empresário e o senador conseguiram reverter a decisão no TJ-MT, no ano passado, que aceitou a garantia de três imóveis como caução para o pagamento da dívida. 

Posteriormente, o tribunal também reconheceu sua incompetência para julgar o caso e determinou que a disputa fosse resolvida na Justiça de São Paulo, uma vez que boa parte dos empréstimos relacionados ao caso teria sido contraída na unidade paulista do BicBanco

Entenda o caso

A relação de Maggi, que à época do empréstimo era governador do Estado, da PCH e do Bic Banco é investigada pela Polícia Federal na Operação Ararath.

Em agosto de 2013, como reportagem do MidiaNews mostrou, Carvalho se tornou réu em processos de execução por conta desses empréstimos contraídos junto ao Banco. Naquela ocasião, a dívida já chegaria a R$ 60 milhões. 

Carvalho é conhecido no meio político por suas atuações em campanhas eleitorais. Ele já atuou em campanhas, sempre na área financeira, do senador Blairo Maggi (PR). 

Na ocasião, Maggi também foi acionado por ser o avalista de uma das empresas do grupo de Carvalho. Os processos tramitavam em São Paulo e nas comarcas de Cuiabá, Várzea Grande e Santo Antônio de Leverger, em Mato Grosso.

O empréstimo chegou a ser citado pela Polícia Federal na operação. 

Conforme consta na decisão que resultou em emissão de mandados de busca e apreensão em 2014, parte dos recursos obtidos mediante os empréstimos feitos pela São Tadeu Energética seria destinado ao grupo político do qual faziam parte o ex-secretário Eder Moraes e o atual senador Blairo Maggi (PR).

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