APóS BATER A MARCA DE R$ 3,50, DóLAR FECHA EM ALTA PELO 5º DIA SEGUIDO
06.08.2015

Depois de um início de negócios em baixa, o dólar retomou a trajetória dos quatro dias anteriores e fechou em alta , em meio ao cenário de turbulências políticas internas e crescentes expectativas de alta de juros nos Estados Unidos em setembro.A moeda norte-americana subiu 0,72%, a R$ 3, 489 na venda. Este foi o maior nível de fechamento desde 10 de março de 2003, quando a moeda terminou os negócios a R$ 3,525, segundo a Reuters. Mais cedo, o dólar chegou a ser vendido a R$ 3,5009. Veja cotação.


Em cinco sessões, a moeda norte-americana acumulou alta de 4,8%. Na semana e no mês, há valorização de 1,88%. No ano, o dólar tem alta de 31,23%.

"Para cada motivo que alguém encontra para vender (dólares), tem dez para comprar", disse à Reuters o superintendente de derivativos de uma gestora de recursos nacional.

Os investidores continuavam preocupados com a possibilidade de novos golpes à credibilidade do país devido às turbulências políticas.

Dólar nos últimos dias
Veja a variação do valor de fechamento em R$
3,19393,20063,17323,22573,29583,3473,3643,3693,32933,3713,42473,45453,46423,489cotação em R$17/0720/0721/0722/0723/0724/0727/0728/0729/0730/0731/0703/0804/0805/083,23,33,43,53,13,6
Gráfico elaborado em 05/08/2015

O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, afirmou na véspera que a Casa deve votar na quinta-feira as contas de três ex-presidentes, abrindo caminho para eventual deliberação das contas da presidente Dilma Rousseff, ainda em análise no Tribunal de Contas da União (TCU).

Um eventual parecer desfavorável do TCU pode dar força àqueles que defendem a abertura de um processo de impeachment.

No exterior, a perspectiva de alta de juros dos EUA no mês que vem contribuía para elevar o dólar em escala global.

"Não há dúvida de que o Fed não vai demorar para aumentar juros. Agora, é a hora de o mercado fazer ajustes finos, aumentando ou diminuindo pouco a pouco a chance de (alta de juros em) setembro", disse à Reuters o gerente de câmbio da corretora Treviso, Reginaldo Galhardo.

Juros mais altos nos EUA tendem a atrair para o país recursos aplicados atualmente em outros mercados, como o Brasil. Por isso, a tendência é de alta do dólar frente ao real.

Nesta manhã, o Banco Central brasileiro deu continuidade ao seu programa de interferência no câmbio, seguindo a rolagem dos contratos que vencem em setembro e vendendo a oferta total de até 6 mil contratos, que equivalem a venda futura de dólares. Ao todo, o BC já rolou o correspondente a US$ 874,9 milhões, ou cerca de 9% do lote total, equivalente a US$ 10,027 bilhões.

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