EX-ASSESSOR DE ROSELI é O úLTIMO A INTERPOR HC; RONDON BASSIL é O RELATOR
25.08.2015

O ex-assessor especial da Secretaria de Trabalho e Assistência Social, na gestão da ex-primeira-dama Roseli Barbosa, Rodrigo de Marchi, preso por agentes do Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco), ingressou nesta segunda-feira (24) com pedido de habeas corpus junto ao Tribunal de Justiça.

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Dos quatro presos durante a Operação Ouro de Tolo, Roseli Barbosa, Nilson da Costa e Faria, Rodrigo de Marchi e o ex-chefe de gabinete do então governador, Silval Barbosa Silvio Cezar Correa Araújo, Marchi foi o último a interpor recurso.

O pedido de habeas corpus do ex-assessor de Roseli também foi distribuído à relatoria do desembargador Rondon Bassil Dower Filho, da Primeira Câmara Criminal do tribunal de Justiça.

Nesta segunda-feira, o magistrado negou os pedidos de Roseli, Nilson e Silvio, que permanecem presos.

O caso 

De acordo com o Gaeco, a primeira fase da fraude consistiu na criação fictícia de instituições privadas sem fins lucrativos para executarem convênios de demandas vinculadas ao fomento do trabalho e assistência social no Estado de Mato Grosso. Esses convênios eram firmados com institutos de fachada. Além do superfaturamento dos valores dos serviços a serem executados, foram constatadas a ausência de execução física do contratado e prestação do serviços de péssima qualidade. 

O próximo passo, conforme o Gaeco, era o recebimento dos valores e a devolução de propinas entre os envolvidos. Parte do dinheiro foi destinado para o pagamento de dívidas de campanhas eleitorais. Em um dos casos apontados na ação, o chefe de gabinete do então governador Silval Barbosa quitou uma dívida de R$ 418 mil com o empresário colaborador mediante retenção de propina. 

Operação Ouro de Tolo

A Operação Ouro de Tolo é um desdobramento da Operação Arqueiro. Traz investigações complementares efetivadas acerca dos crimes cometidos no âmbito da Secretaria Estadual de Trabalho e Assistência Social (Setas) na gestão de Roseli. 

Além da expedição de mandados de prisão em desfavor dos nominados líderes da organização criminosa instalada na Setas, também foi decretado o seqüestro judicial de inúmeros bens imóveis.

Operação Arqueiro

Todo o esquema teria acontecido entre 2012 e 2013, durante a gestão de Roseli. A Setas teria contratado a empresa Microlins e os Institutos de Desenvolvimento Humano (IDH/MT) para executar programas sociais referentes ao “Qualifica Mato Grosso”, “Copa em Ação”, entre outros através do uso de “laranjas”. Na ação a qualidade desses cursos também é questionada. 

O MPE narra um esquema de desvio de verbas públicas, que seria encabeçado pelo denunciado Paulo César Lemes, o qual teria forjado a criação de institutos sem fins lucrativos “de fachada”, visando burlar a legislação e contratar diretamente com a Administração Pública, sem necessidade de concorrer em licitação. A denúncia aponta minuciosamente para as ações fraudulentas, as datas e o modo como ocorreram.

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