10 MENTIRAS SOBRE A OBESIDADE INFANTIL
13.08.2015

A Comissão para Erradicar a Obesidade Infantil, da World Health Organization (WHO) da Organização Mundial da Saúde (OMS) elaborou um relatório que apresenta um panorama geral da obesidade no mundo. Ela é a principal responsável por doenças graves prematuras, como diabetes e problemas do coração. Entre 1980 e 2013, sobrepeso e a obesidade subiram 27,5% entre os adultos e 47,1% nas crianças.

 

Um dos principais fatores que contribuem para o surgimento da obesidade é a exposição excessiva a alimentos ultraprocessados e com baixo valor nutricional.

 

A endocrinologista e blogueira Giulianna Pansera esclarece a realidade por trás destes mitos sobre a obesidade infantil.

 

Confira!

 

Crescer emagrece: se fosse verdade, ao final da adolescência todas as crianças obesas teriam crescido e emagrecido. O perigo de uma criança ser obesa é tornar-se um adulto em igual condição: na verdade, o cuidado já deve ser praticado na própria infância.

 

A culpa é da avó ou da escola: não é o caso de achar culpados, mas, sim, definir responsabilidades. Lembre-se que a criança não tem dinheiro e nem autonomia para sair de casa e ir ao mercado comprar bolachas e salgadinhos sozinha. Oferecer alimentos saudáveis desde cedo é fator determinante para criar hábitos para toda a vida.

 

Vitamina engorda: vitaminas, quando receitadas por médicos, são nutrientes ingeridos em tão pequena quantidade, que jamais engordariam alguém.

 

Criança obesa é preguiçosa: para a criança obesa, às vezes, é muito difícil realizar certas atividades, como correr ou saltar, devido ao excesso de peso que sobrecarrega suas articulações e o coração. Por isso fique atento aos motivos que levam os pequenos a se recusar a fazer exercícios.

 

Emagrecer é perder peso: emagrecer é perder gordura! Muitas vezes, a criança ganha peso porque cresceu ou porque está fazendo mais exercícios e aumentando sua massa muscular (o que também é válido para os adultos). Portanto, nem sempre uma criança pesada é gordinha e nem sempre uma leve, é magrinha.

 

Fruta não engorda: praticamente todos os alimentos engordam; tudo depende da quantidade que se come. Frutas, por exemplo, apesar de serem ótimos alimentos, são ricas em açúcar e, se ingeridas em excesso, contribuem para o ganho de peso, assim como os sucos de frutas.

 

A tendência de engordar estará sempre presente: quando uma criança come demais e não se exercita, ela tende a engordar. Porém, se esta mesma criança muda seu estilo de vida, tenderá a emagrecer e permanecer assim. O que precisa ser entendido é que um estilo de vida saudável deve ser seguido por toda a vida para que se mantenha um peso também saudável.

 

É preciso cortar os chocolates e doces: O que deve ser feito é ensinar os pequenos que este tipo de alimento não faz bem à saúde e, por isso, deve ser evitado.

 

Crianças obesas são mais alegres: nada disso! É ilusão pensar que ceder a todas as vontades dos pequenos é a saída para deixá-los felizes. Pelo contrário, uma alimentação saudável deixará a criança mais saudável, mais disposta e, consequentemente, mais feliz.

 

Criança gordinha é sinal de saúde: mito difundido especialmente pelas vovós, é importante entender que uma aparência mais "cheinha" nada tem a ver com qualidade de vida. E, muitas vezes, o excesso de gordurinha serve justamente como alerta para algo que pode estar errado.

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