'FICHA NãO CAIU', DIZ MãE DE JOVEM ACHADA MORTA 3 ANOS APóS SUMIçO
31.08.2015

Antes de ser morta, em 2012, a jovem Joane Glória de Macedo, de 19 anos, disse que estava sendo perseguida por um rapaz que confessou à polícia a autoria do crime, segundo a mãe da vítima, Joanice Macedo. "Ela me disse que esse rapaz, que eu não conhecia e ainda não conheço, estava a perseguindo, mas ela tinha namorado e queria se casar", contou.

Joane era considerada desaparecida até esta segunda-feira (7) quando os restos mortais da jovem foi localizado pela polícia, nas proximidades de um lixão no Distrito Barreiro Branco, em Cuiabá, após o autor do crime apontar o local onde tinha cometido o crime.

Na data em que sumiu, a jovem tinha ido à casa da mãe e depois voltou para a casa dela, no Bairro CPA 4, na noite do dia 28 de março de 2012. "Ela estava dormindo, daí meu marido falou que não era para eu acordá-la, mas depois ela acordou e falou que tinha que ir embora. E, então, nós a levamos até a quitinete onde ela morava", contou a mãe sobre o último dia em que viu a filha.

Joanice, que tem outra filha de 20 anos, disse que Joane comentou com uma amiga dela que não queria se encontrar com o rapaz, mas que ‘precisava resolver algo com ele‘. "Ela falou que não queria ir e a amiga dela falou: então não vai, mas ela disse que teria que sair para se encontrar com essa pessoa", afirmou a mãe.

Policiais localizaram ossada com a ajuda de autor de assassinato (Foto: Assessoria/ Polícia Civil-MT)Policiais localizaram ossada com a ajuda de autor de assassinato (Foto: Assessoria/ Polícia Civil-MT)

Após o desaparecimento da jovem, a família procurou a polícia, mas a mãe não imaginava que a filha pudesse estar morta. "Está sendo muito difícil para mim. Até agora tenho a impressão de que ela vai me ligar, vai aparecer na minha casa. Não ficávamos um dia sem nos falar. A ficha ainda não caiu", declarou Joanice, nesta terça-feira (8), um dia depois de os ossos da filha terem sido encontrados.

Ela afirmou que sempre teve a suspeita de que esse rapaz que ela ainda não conhece e já estava preso na Bahia por outro crime. "Pensava que ele tivesse fugido com ela, algo assim, mas não imaginava que ela estivesse morta. Ela foi morta naquele mesmo dia que saiu para se encontrar com ele", pontuou.

Polícia Civil localizou nas proximidades de lixão em Cuiabá a ossada de uma jovem desaparecida desde 2012. (Foto: Assessoria / Polícia Civil)Polícia Civil localizou nas proximidades de lixão em Cuiabá a ossada de uma jovem desaparecida desde 2012. (Foto: Assessoria / Polícia Civil)

O suspeito do crime estava preso em Barreiras(BA) e foi levado a Cuiabá para ser interrogado pela Polícia Civil, que investigava o crime. Em depoimento, ele contou que mantinha um relacionamento com a jovem e, na data do crime, eles tiveram um desentendimento. Durante a briga, ele teria a empurrado e, ao cair no chão, bateu a cabeça e morreu, segundo o rapaz confessou à polícia.

Nas investigações que chegaram até o autor do crime, a polícia conseguiu descobrir que a última ligação no celular de Joane tinha sido para o suspeito. O celular dele, no entanto, estava em nome de uma pessoa que usava documento falso. Porém, a polícia identificou o nome do estelionatário e descobriu que se tratava de um traficante de drogas, que tinha fugido da cadeia pública de Nova Mutum, a 269 km de Cuiabá, junto com outros presos em fevereiro deste ano. Ele fugiu para a Bahia e lá foi preso novamente por uso de documento falso.

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