PROMOTOR DIZ QUE 'NOVO ARCANJO é PRODUTO DE MARKETING E PEDE SUA 'BEATIFICAçãO'; ACOMPANHE
11.09.2015

às 11h14 - Descredencia a testemunha do MPE, Joaci das Neves, que comprovadamente possui problemas mentais  e que vem demonstrando confusão ao relatar os inúmeros depoimentos prestados.  Taxa a testemunha como um‘ contador de histórias‘ . Joaci era guarda patrimonial do sargento José Jesus de Freitas.

às11h12 - 
Ele afima que os depoimentos são contraditórios. ‘Criou-se um monstro‘.

às11h05 - 
Afirma que o jogo do bicho não era combatido pois trata-se de uma contravenção penal. "A polícia precisa combater crime, de verdade‘. 

às 11h03 - 
Usando a expressão do traficante Fernandinho Beira-Mar, o advogado afirma que o sistema prisional federal é uma ‘fábrica de fazer doidos‘. Afirma que são 22 horas isolado e nas visitas não é possível nenhum contato físico.  Arcanjo está inserido no sistema prisional há seis anos. 

às 11h -
 Não existem mortes ligadas ao jogo do bicho em Mato Grosso. "Até surgirem os quatro cavaleiros do apocalipse: Ronaldo (César), Sinézio, Joacir (Neves) e Paulo (Sérgio) nada havia contra Arcanjo‘. 

às 10h57 - 
Ele afirma que as provas foram manipuladas. "(sargento) Jesus morreu, e por quê? Supostamente, por ter dado o selo de Arcanjo, que não foi denunciado como mandante". O processo é todo uma suposição. Cadê os R$ 200 mi que Arcanjo recebia? Cadê? Depois de dar um ‘tombo‘ os cariocas decidem colocar um ponto final e determinam a contagem das máquinas. Havia a desconfiança sobre Riveino". 

às 10h50 - 
 Questiona sobre os motivos que  uruguaio Júlio Bachs teria para contar ‘segredos‘ para o presidiário Ronaldo César durante o ‘longo‘ período de doze dias. ‘Não só os crimes que havia cometido, mas até mesmo, os que ainda não estavam consumados‘...

às 10h47 - 
Em doze anos diz que não se produziu nenhuma prova e que não houve nenhuma tentativa de coação a testemunhas. "só o que existem são indicativos. Nenhuma prova". Destaca que os presidiários ouvidos afirmam inicialmente quanto a culpa de Arcanjo e, posteriormente, se desmentem afimando o ‘combinado‘ por obter vantagens.

às 10h43 - 
A defesa cita que o Estado usa Arcanjo para tentar se eximir de sua responsabilidade. ‘Foi omisso, deixou que se instalassem máquinas em todo Estado". 

às 10h40 - 
As máquinas, só em 2002, tiveram as placas consideradas ilegais e a Receita Federal proíbe a importação.  Pergunto ao senhores:  por que não se legalizou o jogo do bicho até hoje? Mega Sena, uma chance em 50  milhões? Isso não e jogo de azar?Que habilidade alguém pode ter? Não é legalizado? Pois existem interesses. 

às 10h38 - 
Cita que o furto de mais de cem máquinas praticado pelo sargento José Jesus de Freitas deu origem a toda a confusão. Afirma que determinavam que o símbolo de Arcanjo fosse inserido nas máquimas e quando ele (bicheiro) soube determinou a imediata retirada. Conta que a  exploraão das máquinas em MT começou em abril de 2001 e em dezembro registra-se o furto. Os cariocas c hegaram a MT no dia seguinte ao crime, pois, eram os donos efetivos. "Vinham buscar o dinheiro. Vamos pensar um pouco. Não tem lógica que pegassem o dinheiro e depois tinham de repassar? Explora-se aqui e paga-se 20% para o dono do bar, outros 10% para o operador e o restante para os donos do negócio". 

às 10h33 - 
Destaca a guerra que culmina com a morte do filho do Rogério Andrade (sobrinho do bicheiro Castor de Andrade) por causa das máquinas caça-níqueis. ‘Saem do Rio e vem para Cuiabá". Historicamente são mais de 50 mortes contabilizadas. A tese da defesa é de que os empresários do Rio, insatisfeitos com Rivelino, são os mandantes do assassinato. 

às 10h30 - O
 pessoal do Rio de Janeiro veio para Cuiabá participar de uma reunião para a exploração, mas a testemunha Raquel, não participou.  Não soube dizer quanto ele ganhava. Não soube dizer ainda como foi a reunião e não soube dizer quanto ele tinha de repassar. Ela afirma que ficou acertado que seria pago a quantia de R$ 200 por máquina, mas que ‘chova‘ ou faça sol, o dinheiro era repassado pelo dinheiro do Rio de Janeiro. Mas nunca soube dizer como. 

às 10h28 -
 A Defesa afirma que Arcanjo não precisava permitir, de forma alguma, que a exploração de caça-níqueis em MT. Logo, não possuia interesse algum em determinar uma execução.

às 10h15 - 
Pede ao Conselho de Sentença que não  julguem com base no que foi veiculado pela imprensa e, sim, na figura real de Arcanjo. 

às 10h12 
 - A defesa começa a exposição. Paulo Fabrini pede respeito ao MPE e solicita que ao longo de doze anos e cinco meses não se carreou uma prova real aos autos de que ele tenha mandado executar Rivelino Brunini.

às 10h - 
MPE pede para que a análise de provas, em 29 volumes, seja feita e ‘brinca‘ que Arcanjo irá passar por processo de beatificação. Compara ainda Arcanjo como produto de uma elaborada ação de  marketing que nada se aproxima da figura real, que comandava o crime organizado em Mato Grosso. ‘ O único responsável por tudo isso é ele próprio". Ele aind cobra responsabilidade social do advogado de defesa. "São 29 volumes e não há provas? O MPE aguarda e antecipa que voltará em réplica".  

às 9h54 - 
A decretação de prisão preventiva selou seu destino, para o MPE. Como ameaçou relatar o esquema para Polícia, assinou a sentença de morte. 

às 9h47 -
 Rivelino, que era alvo de tentativa de exclusão da organização por descumprir a ordem de exploração territorial, foi nomeado em 2001 como fiel depositário de 26 máquinas caça-níqueis pelo juiz Círio Miotto, de Várzea Grande.

às9h41  
Cartas apreendidas no computador de Júlio Bachs evidenciam que Rivelino havia descumprido ordens por três vezes e havia sido advertido pelo coronel (Lepesteur - braço armado da organização). 

ás 9h35 - 
Um quadro com as seis áreas de divisão territorial para exploração das caça-níqueis é apresentado aos jurados. O documento mostra a estrutura da organização criminosa por meio de demonstração gráfica.

às 9h33  - 
"Arcanjo andava repleto de seguranças. Até para ir a missa, na igreja de São Benedito, ia com os seguranças e ninguém sabia disso? Não se via isso?"

às 9h30-
 Documentos apontado a divisão de recursos para a implantação da empresa JJ Diversões  - apontada como prova do esquema de exploração das máquina caça-níqueis - são apresentados ao jurados. Pontua que o ‘comendador‘ exercia o poder concedente no Estado. ‘Se a pessoa queria abrir um bingo precisava de anuência‘.

às 9h21 -
 MPE diz que células da criminalidade não podem prevalecer. ‘Não conheço nenhum falsário, golpista ou político, que não seja extremamente simpático.

às 9h17 - 
Os tentáculos da organização e o poder de infuência de Arcanjo são públicos, na avaliação do MPE e sustentaram por anos que Arcanjo não fosse alvo de investigação e chegasse a receber uma comenda por serviços prestados.

às 9h11- O
 modelo de atuação para exploração foi ‘importado‘ do Paraná e agia sob o manto protetor de Arcanjo, que permitia e lucrava com a exploração de caça-níqueis. Documentos apreendidos, segundo o MPE, coloca Arcanjo diretamente envolvido no esquema.

às 9h09 - 
As máquinas apreendidas na casa do então gerente da organização de João Arcanjo, o uruguaio Júlio Bachs, é tema de avaliação nesse momento. ‘Claro, na casa do chefe não se encontraria nada, pois o chefe é blindado‘.

às 9h05 - ‘
Nada entrava em Mato Grosso, senão, sem a permissão e o manto de Arcanjo. A exemplo das liminares expedidas para que não fossem apreendidas máquinas caça-níqueis pela Secretaria de Segurança Pública.  Liminares expedidas por juiz de Rondonópolis, que mantinha em exposição, agradecimentos públicos a Arcanjo‘.

às 9h02 - 
A condenação a dezenove anos pela morte do empresário Sávio Brandão é destacada.

às 8h59 - 
Ele destaca a corrupção da Polícia, que informava as ações a serem executadas para apreensão de máquinas caça-níqueis. 

às 8h58 -
 Para ele, a estrutura de factorings de Arcanjo nunca se tratou, de fato, de empresa idônea.  Era ‘agiotagem‘.

às 8h57 -  ‘O
 chefe do crime organizado, que tem função social e política, é sempre blindado‘. Ele destaca que o problema em si, não é a exploração do jogo do bicho, mas sim, o que circunda essas ações. ‘Quanto de dinheiro não se lava?", questiona. Frisa que Arcanjo negou ter financiado campanhas, mas a operação Arca de Noé, demonstra notas de inúmeras campanhas eleitorais. ‘O bem feitor que dava emprego a quatro mi pessoas lucrou em um esquema bilionário e trabalhavam  em um do maiores mecanismos de concentração de renda".

às 8h51 - 
É feita uma comparação entre a operação Arca de Noé (que atacou a organização de Arcanjo em 2002)  e a Ararath, deflagrada em 2013 e que tenta desmantelar esquema de lavagem de dinheiro, que movimentou ao longo de cinco anos cerca de R$ 500 milhões. 

às 8h46-
 Para o MPE, a exposição de Arcanjo como um homem empreendedor e que empregava quatro mil pessoas é o extrato da hipocrisa.

ás 8h39 - 
Vinicius pontua que não há crime organizado sem a cooptação de agentes públicos. Seja do Legislativo ou judiciário. "Para blindagem da cúpula dessa organização".

às 8h38 - 
"Tratamos aqui do Estado paralelo, dominado por Arcanjo. Além de RIvelino, de Fauzer, vemos aqui o sepultamento do estado de Direito".

às 8h34 -  
MPE cita que as factorings de Arcanjo provaram ser uma verdadeira lavanderia de dinheiro da Assembleia Legislativa e cita empréstimos feitos na gestão de Humberto Bosaipo, que depois foi para o Tribunal de Contas (TCE), são provas de inversão de valores. "‘A raposa foi cuidar do galinheiro. Vivemos a hipocrisia"  Ele cita que o julgamento de Arcanjo como uma importante ação na história de combate ao crime organizado". 

às 8h29 -
MPE começa a exposição de fatos. O promotor cita que a sessão vai além de dois crimes consumados e um tentado: ‘vai além, trata-se de chocante violação de senso moral. ‘O que se julga hoje interessa a sociedade brasileira, considerando que o crime organizado não respeita fronteiras‘.

às 8h24 - 
Arcanjo ainda não está presente. O filho de Rivelino, Rafael Brunini, já chegou ao Fórum de  Cuiabá. 

às 08h23
 - Defesa e MPE se preparam para sustentação oral.

 O segundo dia do julgamento do comendador João Arcanjo Ribeiro começa com a expectativa da defesa de absolvição por faltas de provas. Já o Ministério Público Estadual crê em condenação, com pena de até cinquenta anos. O primeiro dia de julgamento foi repleto de interrupções seja por testemunhas passando mal ou diante da necessidade da juíza intervir para garantir a tranquilidade na sessão considerando as discussões entre defesa e acusação. O júri pelas mortes do empresário Rivelino Jaques Brunini e Fauzer Rachid Jaudy, além da tentativa de assassinato contra o pintor Gisleno Ferreira, deve ser finalizado até ás 14h. Testemunha de acusação e defesa, além do réu João Arcanjo Ribeiro, foram ouvidas na quinta, 10. Em fala aos jurados, Arcanjo garantiu que não existem provas materiais que o incriminem. "Alguém sempre diz que ouviu outro falar". 

Leia Mais:
Arcanjo diz que empregava quatro mil e que sempre foi mais fácil colocar a culpa no ‘Comendador’


Para a defesa, patrocinada pelo advogado Paulo Fabrini, os autos não trazem elementos probatórios, além de conter vícios. Ele ainda destaca que o Estado sempre foi omisso e busca um ‘culpado‘.

Cita que uma da testemunhas -Joaci das Neves - é declaradamente uma pessoa com problemas mentais e que já atentou contra sua própria vida. "Outro experimento e o da irmã da vítima, que nunca viu e ninguém contou pra ela que Arcanjo mandou fazer algo".

Para o promotor Vinicius Gahyva o poder de Arcanjo está mais do que comprovado. Para ele, existem elementos probatórios da conduta de Arcanjo, assim como do sistema que ele organizava o que envolvia um complexo sistema de corrupção. No primeiro dia de julgamento ele chegou a pontuar que arcanjo era um "santo" após ouvir que o bicheiro mantinha os negócios envolvendo a jogatina para garantir renda extra a cerca de quatro mil pessoas. 

O comendador argumentou ainda que não explorava as máquinas caça-níqueis em Mato Grosso e que nunca determinou a execução de Rivelino. 

Para o MPE, ele autorizou a entrada das máquinas no Estado  mediante a intermediação de Rivelino, que agiu a pedido de bicheiros do Rio de Janeiro. Por desobedecer as ordens de arcanjo - que mantinha atrás determinadas para exploração - ele teria assinado a sentença de morte. 

Nesta manhã, defesa e promotoria irão expor os fatos e debater. Na sequência, o Conselho de Sentença, formado por cinco homens e duas mulheres, irá deliberar quanto a punição ou absolvição do réu.

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