BLAIRO DIZ QUE SENADO DEVE PROPOR REDUçãO DE GASTOS
01.09.2015

Após o anúncio do Governo de que mandará para o Congresso Nacional o orçamento de 2016 já com déficit de R$30 bilhões no caixa, Blairo Maggi usou a tribuna do Senado, nesta segunda-feira (31), para criticar o momento, mas, comemorou, ‘enfim o Governo reconhece que está quebrado’. Para o mato-grossense, o Senado deve assumir sua responsabilidade e tomar medidas efetivas à retomada do crescimento da economia no País.

“Não importa o fato do Governo jogar para o Congresso e o Congresso devolver, precisamos resolver porque quem paga ‘o preço’ dessa crise e sofre suas consequências é a população. Chegou a hora do Senado avançar e propor: vamos cortar 10% do nosso orçamento, e isso, para todos os demais poderes. Não importa partido político, se o Governo não consegue fazer, o Congresso tem a essa responsabilidade”, disse, ao defender uma postura apartidária já que a população é a maior prejudicada pela atual situação.

Para o parlamentar, pela primeira vez, o Executivo assumiu que falhou e reconheceu a grave crise financeira. “Eu diria inclusive que há duas grandes crises, e elas são siamesas, porque caminham junto, as questões econômica e política. O Governo faltou com a verdade, quando não dividiu conosco (Congresso) o rumo que seria dado ao País”, afirmou Blairo.

O senador diz que o comportamento nesse momento deve ser comparado à uma empresa que decreta falência e busca pela recuperação judicial. 

“Até poucos dias atrás, o Governo mascarava esses dados e dizia que iria pagar isso, aquilo, Minha Casa Minha Vida, construção de rodovias, emendas parlamentares, obras nos municípios, mas, a partir de agora, fica bem claro que isso não será possível. Eu digo que quem se declara quebrado ou falido tem que agir como alguém que está fazendo uma recuperação judicial”, disse.

Em tom de crítica, Maggi disse que as últimas ações do Governo têm sido incoerentes. “Nós teremos, sim, que propor cortes, reduções de despesas. Sinceramente não sei se o Brasil terá condições de, por exemplo, bancar com a folha de pagamento que hoje aí está aí. Não faz então, nenhum sentido, conceder reajustes de 41%, de 70%, de 30%”, cobrou.

O mato-grossense questionou inclusive ações midiáticas que oneram o orçamento (já deficitário), por acreditar, serem decisões impopulares. “Há 15 dias estão arrumando tudo em Brasília para uma mega festa em comemoração ao Dia 7 de Setembro. Quantos milhões isso vai custar? Para que isso num momento de crise tão grande? Quando estamos com a corda no pescoço, mesmo fazendo aniversário, cancelamos a festa, não é?”, afirmou.

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