EMPRESáRIO PRESO SONEGA R$ 60 MILHõES
16.10.2015

Um empresário de Primavera do Leste, a 239 km de Cuiabá, foi preso na Capital, suspeito de ter sonegado R$ 60 milhões dentro do suposto esquema que causou prejuízo aos cofres públicos do Estado. A reportagem tentou contato com a defesa do empresário, mas não conseguiu.

Ele é acusado de participar do esquema que teria desviado R$ 85 milhões da Conta Única do Estado, por meio do Sistema Eletrônico disponibilizado pelo Banco do Brasil, o BBPag. O empresário é uma dos 31 presos pela Polícia Civil dentro da Operação ‘Vespeiro 2‘, deflagrada na manhã desta quinta-feira (15). Outras três pessoas estão foragidas.

Em Primavera do Leste, a Polícia Civil cumpriu mandados de busca e apreensão em um escritório de contabilidade que presta serviço para o empresário, bem como em sua casa, localizada em um condomínio de luxo do município. Nos locais, foram coletados vários documentos e objetos que foram encaminhados à Delegacia Especializada em Crimes Fazendários da Capital (Defaz).

Além disso, a Polícia também apreendeu, em Cuiabá, computadores, notas e arquivos de instituições investigadas na operação. Entre os presos pela Polícia na operação, em Cuiabá, estão dois advogados, que foram encaminhados para o Centro de Custódia da Capital, ação que foi criticada pelo representante do Conselho de Prerrogativas da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Eduardo Guimarães. “Eles estão presos no Centro de Custódia da Capital de forma ilegal, uma vez que eles têm a prerrogativa de serem presos em sala de Estado Maior ou em prisão domiciliar”, disse.

Ao todo, a Operação Vespeiro 2 teve expedidos 34 mandados de prisão e 44 de busca e apreensão. As ordens judiciais são cumpridas em Mato Grosso, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Entre os presos estão empresários, presidentes e ex-presidentes de sindicatos, associações e cooperativas. Os nomes dos detidos e os locais onde foram cumpridas as ordens judiciais não foram divulgados.

Segundo a Polícia Civil, várias empresas teriam sido utilizadas no esquema para lavar o dinheiro da fraude. O dinheiro desviado teria sido usado por gestores e demais funcionários das pessoas jurídicas e também pelos familiares, para a compra de imóveis, empresas, veículos e viagens.

O desvio de dinheiro por meio do BBPag começou a ser investigado em 2012. A suspeita inicial era que o rombo nos cofres do estado seria de pouco mais de R$ 101 milhões. A investigação levou à Operação Vespeiro, na qual 43 pessoas foram presas suspeitas de envolvimento no esquema, que teria beneficiado pessoas físicas. Na época, o prejuízo calculado foi de mais de R$ 16 milhões.

Uma auditoria realizada pela Controladoria Geral do Estado apontou que, de 2003 a 2011, empresas, associações e sindicatos receberam pagamento acima do registrado na contabilidade do governo.

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