TIRO DISPARADO POR GARIMPEIRO ATINGIU CABEçA DE MENINO DE 11 ANOS NA SERRA DO CALDEIRãO
14.12.2015

 tiro disparado pelo garimpeiro, Rodrigo de Souza Barbosa, 25 anos, atingiu a cabeça de um menino de 11 anos que estava na Serra do Caldeirão, localizada a 20 quilômetros de Pontes e Lacerda (457 km de Cuiabá). Segundo informações da Polícia Civil, a criança trabalhava como ‘guarda’ no local. O autor do disparo foi linchado por populares e morreu horas depois de dar entrada no hospital. O fato foi registrado no fim da tarde do último domingo (13).

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As informações repassadas ao Olhar Direto pela Polícia Civil dão conta de que o garimpeiro teria se irritado com algo dentro do garimpo e atirado quatro vezes para cima. Quando ele abaixou a arma, outro tiro foi disparado e acertou a cabeça do menino de 11 anos. A bala transfixou e houve perda de massa encefálica.
 
Rapidamente, populares encaminharam o garoto para uma unidade de saúde e ele foi transferido para o Hospital Regional de Cáceres, onde permanece internado. A assistência social da unidade informou à reportagem que o garoto está internado na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) e respira com ajuda de aparelhos. A mãe preferiu não conversar com o Olhar Direto.
 
A Polícia Civil também informou que o garoto estaria trabalhando como ‘guarda’ na Serra do Caldeirão. Rodrigo, autor do disparo, foi linchado por populares que se revoltaram com a situação. Os militares o encontraram ofegante, de bruços e quase sem respirar. Com vários hematomas (olhos, boca e todo o rosto inchados em decorrência de chutes e socos).
 
No bolso de Rodrigo foram encontradas oito munições de calibre 38. Ele não resistiu aos ferimentos e morreu no hospital. A Polícia Civil investiga o caso. Os garimpeiros voltaram à Serra do Caldeirão, em Pontes e Lacerda, dias depois do local ser fechado pela Polícia Federal. Durante a retirada, diversas pessoas foram presas, já que a exploração do ouro é ilegal na região. Galerias que tinham sido feitas também foram implodidas. O Ministério Público Federal (MPF) pediu novamente a retirada, inclusive com o apoio da Força Nacional.

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