TAQUES LEMBRA QUE SENADOR DO PR "é SITUAçãO DESDE CRIANçA" E RESSALTA APOIO DA AL
10.01.2017

O governador Pedro Taques (PSDB) negou que tenha dificuldades em dialogar com os deputados estaduais e acusou a oposição de não querer conversar com o Governo. As declarações foram feitas no final do ano passado, durante entrevista ao “Jornal do Meio Dia”, da TV Gazeta.

De acordo com Taques, a atual relação entre o governo e os parlamentares estaduais é, na maioria das vezes, positiva. "Temos um diálogo com os deputados estaduais. Apresentamos 86 projetos de leis e 74 foram aprovados. Isso mostra que houve diálogo com a classe política”, declarou.

O governador ainda pontuou que realizou constantes encontros com prefeitos de diversos municípios mato-grossenses, das mais diversas legendas. “Recebi 141 prefeitos no Palácio, alguns deles mais de uma vez, independente do partido político”, comenta.

Apesar de afirmar que há boa relação com todos os segmentos da política, o chefe do executivo estadual pontuou que precisa estreitar laços com os deputados federais e com os senadores. “Com os deputados federais, fazemos reuniões periódicas. Precisamos fazer mais reuniões com eles e com os senadores. Precisamos sempre aumentar os diálogos, temos feito isso reiteradamente”, contou.

Para Taques, os boatos de que há falta de conversa entre o governo e os deputados estaduais partiram da oposição. "A fonte [dos boatos] é a oposição, que não quer conversar. Oposição tem que ser oposição”, comentou.

Em relação ao senador Wellington Fagundes (PR), um dos críticos da falta de diálogo de Taques com outros segmentos da política, o governador foi enfático. “O senador Wellington Fagundes foi situação desde criancinha. É a primeira vez em que ele é oposição. O senador merece o meu respeito, mas não tenho a obrigação de dar a ele o endereço do que estou fazendo ou onde estou indo”, afirmou.

Taques mostrou-se contrário à proposta de Fagundes de federalizar o novo Hospital e Pronto-Socorro de Cuiabá, que está sendo construído em parceria entre a Prefeitura e o Governo do Estado. “Quero expressar meu respeito ao senador e dizer que sou contra a passagem do hospital e Pronto-Socorro de Cuiabá para a administração da União, que é uma tese que caiu de paraquedas pelo senador Wellinton”.

O governador relatou que as obras do novo Pronto-Socorro estão bem encaminhadas e, por isso, o senador estaria interessado em federalizar a entidade. “Agora que o filho tá bonito, todo mundo quer ser o pai. Mas e o Hospital Julio Muller, que só concluíram 11% e fizeram o hospital num banhado?”, questionou.

 Por fim, Taques criticou os comentários de Fagundes sobre a falta de diálogo quando o governador vai à capital federal.  “Expresso meu respeito ao senador Wellington, mas tenho mais o que fazer do que comunicar a ele minhas idas a Brasília”, concluiu.

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