TAQUES CRIA BOLSA PANTANEIRA COM R$ 100 PARA CARENTES EM MT
10.01.2017

Nome, por enquanto, não; meta, sim e prazo para lançamento, também. O governo estadual anunciou ontem a criação de um programa de transferência de renda para amparar 35 mil das 170 mil famílias que vivem abaixo da linha a pobreza nos 141 municípios mato-grossenses.

Esse guarda-chuva social será oficializado em 5 de fevereiro pelo governador Pedro Taques. O anúncio feito pelo secretário de Trabalho e Assistência Social, Max Russi, revela que se trata de um programa que será desenvolvido em parceria do governo com as prefeituras, Centros de Referência da Assistência Social (CRAS) do Sistema Único de Assistência Social (SUAS), Maçonaria, clubes de serviço, federações patronais e igrejas.

Russi explicou que após triagem social a família contemplada terá que se enquadrar a algumas exigências, a exemplo de manter os filhos matriculados e dos seus adultos participarem de programas de capacitação de mão de obra. O montante transferido será fixo, de R$ 100 reais mensais por um período de até um ano e os beneficiários terão prioridade nas listas de vagas de trabalho do Sistema Nacional de Emprego (Sine) do Ministério do Trabalho. 

O governo tem em caixa no Fundo da Pobreza os recursos para cobrir a transferência. O desembolso para 35 mil famílias durante um ano alcançará a cifra de R$ 42 milhões. Os pagamentos serão feitos por meio de cartões magnéticos operados em banco. 

Max observou que os trabalhos para botar o projeto em prática “estão em fase final, com o sinal verde do governador Pedro Taques, que o idealizou”. Equipes multidisciplinares de várias secretarias afunilam o projeto, que leva em conta o cruzamento de informações do governo, das prefeituras e alguns órgãos. 

A triagem para o recebimento do benefício não fica restrita somente ao âmbito familiar. Ela também leva em conta a população dos municípios. Quanto maior a cidade, mais beneficiados. Indicadores sociais a exemplo da renda per capita e o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) contribuem para a elaboração do cadastramento. 

O programa é de inclusão e não exclui nenhuma família em condição de vulnerabilidade social. O cadastro contemplará indígenas, comunidades quilombolas e tradicionais e ribeirinhos. Quem recebe o programa federal Bolsa Família e ainda assim não consegue romper a imaginária linha da pobreza, também poderá ser contemplado. 

Considerando-se que em média os casais de baixa renda têm ao menos dois filhos, Mato Grosso com 170 mil famílias nessa situação teria 680 mil pessoas necessitando de amparo social do governo. A população mato-grossense é de 3,5 milhões de habitantes e por esses números 20,6% desse contingente populacional estariam abaixo da linha da pobreza. 

 

COMENTÁRIOS

*** **  ***


VÍDEOS

      
BUSCA:
© Copyright 2014 A Notícias - Política de Privacidade