VEREADORES VIRAM QUE NãO ERA O MOMENTO OPORTUNO”, DIZ EMANUEL
10.01.2017

O prefeito de Cuiabá Emanuel Pinheiro (PMDB) afirmou que a decisão da Mesa Diretora da Câmara em desistir de aumentar seus salários em 23,5% - de R$ 15,3 mil para R$ 18,9 mil – foi “correta” e “madura”.

 

Na última segunda-feira (09), o Legislativo solicitou ao peemedebista a devolução do Projeto de Lei aprovado em dezembro do ano passado. Emanuel já havia dito que iria vetar a proposta.

 

“Eu recebi o protocolo ontem pessoalmente e já foi devolvido. Porque eu tinha prazo até o dia 12 de janeiro para me manifestar, para vetar ou não. Eu já tinha anunciado o veto, mas os vereadores, em sintonia com as ruas, voltaram atrás, o que é nobre e mostra que eles não desprezam a opinião pública. Mostram que não fazem ouvidos moucos à opinião pública”, disse.

 

Não obstante terem lançado mão de uma medida constitucional,  eles viram que não era o momento oportuno

Questionado se entendeu que a Câmara sentiu a “pressão” das ruas, o prefeito disse que os parlamentares entenderam que este não é o momento de “aumentos salariais”.

 

“Prefiro dizer que a Câmara está em sintonia com as ruas. Não obstante terem lançado mão de uma medida constitucional, de uma medida que sempre foi de praxe, feita de quatro em quatro anos, de uma legislatura para a outra, eles viram que não era o momento oportuno”, afirmou.

 

Para Emanuel, o momento é de crise econômica e as medidas não podem atingir apenas a sociedade.

 

“Agora é momento de cautela, de apertar os cintos, de austeridade, de contenção de despesas. Então, não se pode falar em aumentar os salários neste momento, principalmente dos agentes políticos, dos representantes do povo”, disse.

 

A proposta

 

O projeto chegou a ser aprovado pela Câmara em dezembro passado. A proposta reajustava o salário dos vereadores de R$ 15,3 mil para R$ 18,9 mil.

 

Além disso, mudava o salário do prefeito de R$ 18 mil para R$ 23 mil e do seu vice, de R$ 10 para R$ 18 mil. 

 

O impacto financeiro estimado era de pouco mais de R$ 4 milhões ao ano.

 

De acordo com o presidente do Legislativo, vereador Justino Malheiros (PV) - que chegou a defender o aumento -, o propósito é fazer com que este assunto seja debatido apenas em 2020, deixando para vigorar na próxima Legislatura (2021/2024).

 

Malheiros disse que a atitude foi tomada pelos parlamentares mesmo diante da legalidade do reajuste. Para ele, é preciso entender que o momento econômico não é ideal para defender o reajuste.

 

 

 

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