PSB REBATE JúLIO E DIZ QUE DEPUTADO é AUTORITáRIO E USA A POLíTICA PARA NEGOCIATAS
15.05.2014

 

 

 

Mendes e Júlio: declarações em entrevista e crise na oposição

A Direção Estadual do PSB em Mato Grosso, onde o prefeito Mauro Mendes (PSB) é o presidente, divulgou nota de repúdio, nesta quarta-feira (14), sobre as declarações feitas pelo deputado federal Júlio Campos (DEM).

O parlamentar deu uma entrevista a uma rádio na última sexta-feira (9) e criticou Mendes pela forma como ele vem conduzindo o grupo de oposição na sucessão de Silval Barbosa (PMDB). 

A crise no grupo pode ter sido gerada quando Campos disse que Pedro Taques (PDT), pré-candidato ao governo do Estado, precisaria aprender a controlar o prefeito a esperar a vez dele ser candidato a governador para decidir o que seria melhor para o grupo, já que, de acordo com Júlio, Mauro tem interesse em trazer o PR de Maggi para apoiar Taques.

Com a vinda dos Republicanos, a reeleição de Jayme Campos (DEM) estaria em risco, já que o presidente do Partido, Wellington Fagundes (PR), não abriria mão da sua candidatura para a senatória. Um outro problema apontado seria o fato do PR estar há 12 anos no Paiaguás.

"Ele (Pedro Taques) tem que saber administrar a pressão, principalmente por parte do ilustre prefeito de Cuiabá que, por uma questão de simpatia pessoal, de amizade com a turma do PR, porque ele era originário do PR, viabiliza essa possibilidade. Então ele (Mendes) tem que aguardar o momento dele. Então quando ele (Mendes)  for candidato a governador em 2022, 2026, né? Porque sendo Pedro eleito, é natural que ele vai ser nosso candidato à reeleição daqui a quatro anos”, finalizou.

Por causa dessa entrevista, o PSB resolveu rebater e por meio de nota sem que ela fosse assinada, disse que o grupo formado por vários partidos vêm realizando diálogos públicos e transparentes, diferente da forma como Júlio Campos faz política.

"Esta prática de fazer política à luz do dia é muito diferente dos conchavos clandestinos do passado, feitos na calada da noite e marcados por acertos financeiros e acordos pessoais espúrios do deputado Júlio Campos", diz trecho da nota.

Em tom mais agressivo, a nota de repúdio diz que não é prática do grupo fazer política na mesa de negociação com interesses de barganha e vantagens pessoais antiéticas. "Essa carapuça cabe a quem entrou para o folclore político brasileiro associado ao “bereré”.  A relutância em entender que o tempo das negociatas e das provocações verbais acabou expõe resquícios de um coronelismo que imaginávamos sepultado", cita outro trecho.

Por último, o PSB diz que Júlio representa o autoritarismo retrógrado de passado recente e credita que a atitude do deputado é desesperadora para buscar uma sobrevida no cenário político.

OUTRO LADO

A reportagem tentou falar com o deputado federal Júlio Campos (DEM) sobre a nota de repúdio contra ele, mas até o fechamento desta reportagem, ele não havia atendido nossas ligações.

NOTA DE ESCLARECIMENTO 

A Executiva Estadual do PSB - Mato Grosso vem a público repudiar veementemente as declarações irresponsáveis do deputado federal Júlio Campos contra o presidente do nosso partido e em nome da verdade esclarecemos: 

1 - O Movimento Mato Grosso Muito Mais nasceu a partir da candidatura de Mauro Mendes a governador do Estado em 2010, quando elegeu Pedro Taques Senador da República. Seguimos firmes, de maneira incondicional, lutando agora pela construção da candidatura de Pedro Taques ao governo de Mato Grosso, que entendemos representar as mudanças que a população grita nas ruas.

2 - Um dos coordenadores da articulação desta candidatura ao Governo do Estado, Mauro Mendes, autorizado pelo pré-candidato Pedro Taques e os partidos agregados a este projeto, conduz uma série de diálogos públicos e transparentes com diversas forças políticas, inclusive com o PR. Esta prática de fazer política à luz do dia é muito diferente dos conchavos clandestinos do passado, feitos na calada da noite e marcados por acertos financeiros e acordos pessoais espúrios do deputado Júlio Campos.

3 - Não é prática da nossa forma de fazer política colocar na mesa da negociação interesses de barganha e vantagens pessoais anti-éticas. Essa carapuça cabe a quem entrou para o folclore político brasileiro associado ao “bereré”.  A relutância em entender que o tempo das negociatas e das provocações verbais acabou expõe resquícios de um coronelismo que imaginávamos sepultado.

4 - A trajetória política de Júlio Campos representa o autoritarismo retrógrado de um passado recente, mas não o credencia a atacar irresponsavelmente e com inverdades pessoas de bem, representando uma tentativa desesperadora de buscar sobrevida no cenário político. 

Exigimos respeito aos homens e mulheres de bem que militam no nosso partido!!! 

É hora de dar um basta na Velha Política.                                         

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