EMANUEL PINHEIRO ASSUME PREFEITURA COM DíVIDAS, FOLHA INCHADA E OBRAS INACABADAS
16.01.2017

DA REDAÇÃO

O prefeito Emanuel Pinheiro (PMDB) relatou que recebeu a Prefeitura da Capital com dívidas que totalizam cerca de R$ 72 milhões. “A situação não está fácil. Estamos em um ano que se apresenta com dificuldades, por isso realizamos medidas de impacto, visando austeridade, o equilibrio fiscal, o combate ao desperdício e a otimização dos recursos públicos”, declarou.

“A dívida amarra a nossa capacidade de investir e limita novos gastos. Por isso, a ordem é manter o equilíbrio fiscal para não comprometer as ações da prefeitura”, acrescenta.

O prefeito contou que os recursos encontrados no caixa da Prefeitura pouco ajudarão no pagamento total da dívida deixada pela gestão anterior. “Há cerca de R$ 16 milhões no caixa da Prefeitura, deixados positivamente. Porém, temos R$ 72 milhões em dívidas, o que vai exigir muito da gente, não só no planejamento para pagar a dívida, mas também para garantir o equilíbrio fiscal, que é o meu foco”, explicou.

Pinheiro mencionou que muitas das dívidas acumuladas na gestão de Mendes foram feitas no setor da saúde. O prefeito assinou um decreto para que sejam feitas auditorias no Pronto-Socorro Municipal e no Hospital São Benedito. “A auditoria é uma decisão normal, de um prefeito responsável que quer tomar pé de toda a situação. Quero a saúde aberta para a população, quero colocar o dedo na ferida da regulação, onde fazem triagens e mais triagens e as pessoas esperam meses ou anos para realizar uma cirurgia. Como é um sistema muito complexo, a rede da saúde é muito complexa, preciso de uma auditoria séria e isenta, para dominar o assunto e saber os próximos passos que vou tomar para melhorar e humanizar a saúde em Cuiabá”, relatou.

Outro problema encontrado pelo novo prefeito é a folha salarial inchada. Por isso,  a prefeitura deve enxugar o número de cargos comissionados no órgão. A previsão é cortar a metade dos comissionados, que, eram 727. Já nos primeiros dias de gestão, Emanuel Pinheiro exonerou 608 funcionários comissionados. 

OBRAS INACABADAS

 

 “Mandei fazer um levantamento para concluirmos essas obras. Elas precisam ser melhoradas, não só na parte de embelezamento, mas em sua infraestrutura. Um arquiteto urbanístico fará análise para deixá-las ainda mais bonitas e com uma estrutura melhor”, disse o prefeito sobre a revitalização da “Orla do Porto” e o “Parque das Águas”, entregues pela metade por seu antecessor. 

A obra da Orla do Porto, que custou em torno de R$ 16 milhões, foi inaugurada no dia 21 de dezembro. Desde então, há reclamações quanto à falta de acessibilidade para os portadores de necessidades especiais, à sujeira e até mesmo aos materiais, que já estão deteriorando. Em alguns pontos, parte do piso está se soltando. 

Já a obra do Parque das Águas, orçada em torno de R$ 18 milhões, também foi entregue inacabada pelo ex-prefeito, no último dia 30 de dezembro. O local ainda não conta com as atrações principais, principalmente a fonte luminosa adquirida na China pelo custo de US$ 980 mil. 

Também faltam inúmeros reparos, como a colocação de piso, recapeamento das pistas de corrida e ciclovia, além da conclusão do portal de acesso. 

Ainda falando sobre opções de lazer, o prefeito informou que irá buscar informações com a Secretaria de Estado de Cidades (Secid) para concluir as obras do Complexo da Salgadeira, localizado no km 45 da MT-251, rodovia que liga Cuiabá a Chapada dos Guimarães. O local, que está fechado desde 2010, deveria ter sido entregue à população a tempo da Copa do Mundo de 2014. “Quero retomar a Salgadeira para a gestão municipal para devolver aquele espaço para o povo cuiabano”, disse Emanuel. 

“E antes de lançar qualquer obra nova ou fazer qualquer investimento novo, quero solucionar esses problemas mal resolvidos que acabam sendo símbolos do desperdício do dinheiro público”, afirmou. 

 

RESCISÃO CONTRATUAL

 

A Prefeitura de Cuiabá rompeu contrato com a S.O.S Construtora, Comércio e Serviços LTDA - ME, responsável pela obra da Praça dos Esportes e da Cultura , no Bairro Jardim Passaredo. A construção, orçada em R$ 2,9 milhões, deveria ter sido entregue em julho de 2013, porém as obras não foram finalizadas até hoje. A empresa havia paralisado totalmente a obra desde 16 de novembro de 2016.

As obras da praça tiveram início em novembro de 2012 e a construção foi idealizada com o objetivo de servir como um espaço de entretenimento, esportes, cultura e lazer para os moradores da Região Sul da Capital. A expectativa era de que 16 bairros fossem beneficiados pela nova construção. A Praça dos Esportes e da Cultura foi uma obra do Plano de Aceleração do Crescimento 2 (PAC 2), que teve o Ministério da Cultura (Minc) responsável pelo repasse dos recursos.

 

 

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