JUíZA ADMITE ENTRAR PARA A POLíTICA E PREFERE CARREIRA NO LEGISLATIVO
17.01.2017

A juíza Selma Arruda, da Vara Contra o Crime Organizado da Capital, não descarta a possibilidade de disputar um cargo no legislativo em futuras eleições estaduais. No entanto, ela revelou que, ao menos por enquanto, a vida política não é uma de suas prioridades e segue focada na carreira de magistrada.

Conforme a magistrada, ela tem enfrentado diversas críticas por manifestar a possibilidade de seguir carreira política logo após se aposentar. “Tenho sido criticada, constantemente, por ter sido sincera. Voltarei a ser sincera, independente das críticas. Sempre tive o mesmo discurso, se resolver me aposentar, não descarto a hipótese de tentar algo na vida política”, relatou em entrevista à rádio Capital FM, na manhã desta segunda-feira (16).

De acordo com Selma Arruda, uma possível entrada na vida política teria como foco principal melhorias no Judiciário do Estado. “Não que eu esteja pensando nisso agora, mas é porque qualquer cidadão tem o direito de pensar nisso. Se eu fosse analisar, pensaria em uma carreira que me possibilitasse melhorar o processo penal, que é a realidade que eu vivo e tem muitos percalços para se conseguir resultados”.

“As pessoas reclamam que a Justiça não funciona, mas não sabem o porquê disso. Somente quem está aqui dentro sabe o dia a dia, o que falta e o que falha”, completou.

Caso siga carreira política, a pretensão de Selma Arruda é ocupar uma cadeira no Legislativo, em cargos como deputada estadual, federal ou até de senadora. "Tenho a impressão de que eu poderia ser útil nesse sentido", disse.

Apesar de cogitar a possibilidade, a magistrada enfatizou que a vida política ainda é algo distante e que pode nem chegar a acontecer. “Mas isso não tem nada definido, aliás, ao contrário, a minha primeira resposta é não mesmo. Até porque nunca tive aptidão para essa vida, não tem ninguém na minha família que trilhou essa carreira, nunca trabalhei com nada parecido”.

Ela explicou que costuma comentar sobre uma possível carreira política para que, futuramente, caso queira entrar para o segmento, não seja chamada de incoerente. “Digo que não descarto, porque penso que todo cidadão tem esse direito. Se um dia eu pensar em me candidatar, não quero que digam que eu era mentirosa e dizia que não, mas já agia pensando nisso. Muito pelo contrário, meu foco é no meu trabalho no Poder Judiciário, em primeiro lugar, ou numa vida boa de aposentada, viajando e aproveitando a vida”, destacou.

A possível atividade no legislativo, segundo a juíza, é vista como uma alternativa distante. “Depois dessas duas hipóteses [trabalho como magistrada e a aposentadoria], quem sabe eu opte por advogar. E em quarto, quinto, sexto ou último lugar, não sei, algo nesse sentido de vida pública”, concluiu.

“Pressão” para se aposentar

Selma Arruda comentou que as decisões que ainda devem ser proferidas nas operações que estão sob sua responsabilidade, ainda neste ano, podem acabar fazendo com que ela postergue a aposentadoria, que poderá ser concedida a partir de agosto. “O certo é que ainda não decidi nada a respeito desse assunto [sobre se aposentar]. Tenho um trabalho grande para ser desenvolvido aqui, tenho ainda bastante energia e não sei se me adaptaria a essa vida de aposentada”, comentou.

A magistrada contou que familiares e amigos a aconselharam a se aposentar ainda neste ano, logo que completar o tempo de suficiente para o trabalho. Eles teriam alegado que o ofício da juíza traz um grande desgaste pessoal e familiar. Porém, ela relatou viver um dilema em relação ao encerramento da carreira. “Tem dias em que estou bem apta a deixar que um colega mais novo assuma a função e em outros dias penso que devo, ao menos, concluir esses processos que foram iniciados por mim, até em respeito aos réus, às testemunhas e às provas produzidas, para depois me aposentar”, revelou

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