ESTADO ABRE PAD CONTRA RéU PRESO QUE PODE PERDER APOSENTADORIA DE R$ 30 MIL POR MêS
18.01.2017

O Diário Oficial republicou nesta terça-feira (17) o comunicado da formação de uma comissão de processo administrativo disciplinar contra o ex-procurador do Estado, Francisco Gomes de Andrade de Lima Filho, o Chico Lima. O procedimento foi publicado originalmente no dia 21 de dezembro do ano passado, porém, havia “saído com incorreção do original”.

O comunicado - assinado pela Procuradora-Geral do Estado de Mato Grosso em substituição legal, Ana Flávia Gonçalves de Oliveira Aquino -, definiu a comissão que irá formalizar o processo administrativo disciplinar “em face de Francisco Gomes de Andrade de Lima Filho”. Ana Flávia Aquino afirma que a decisão levou em conta o posicionamento favorável do Colégio de Procuradores.

A comissão será formada pela procuradora do Estado, Flávia Beatriz Corrêa da Costa (corregedora-geral), Adérzio Ramirez de Mesquita (procurador de classe especial) e Aíssa Karin Ghering. Chico Lima está aposentado desde dezembro de 2014 com subsídio mensal de cerca de R$ 30 mil e pode perder o benefício previdenciário caso o grupo da Procuradoria-Geral do Estado (PGE) conclua que houve a prática de atos ilegais durante o exercício do cargo.

Chico Lima foi preso no dia 17 de fevereiro de 2016 pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), durante a “Operação Seven”, que investiga a aquisição de terras pelo Estado que já pertenciam ao poder público de Mato Grosso. O Ministério Público Estadual (MPE) afirma que R$ 7 milhões foram desviados dos cofres públicos no esquema que seria encabeçado pelo então governador, Silval Barbosa (PMDB).

No dia 20 de abril de 2016, porém, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ-MT) concedeu liberdade ao ex-procurador. Chico Lima havia sido preso após prestar depoimento referente a “Operação Sodoma”, outra investigação em que seu nome também é citado como um dos réus.

A liberdade durou apenas alguns meses para o ex-procurador, que foi preso novamente no dia 26 de setembro do ano passado durante a “Operação Sodoma 4”. Deflagrada pela Delegacia Especializada em Crimes Fazendários (Defaz), da Polícia Judiciária Civil (PJC), a operação apura desvios de recursos públicos por meio de uma desapropriação milionária realizada pela gestão Silval Barbosa.

Chico Lima, na ocasião da prisão, estava no Rio de Janeiro (RJ), cidade onde residia até então. As investigações apuraram que a desapropriação do imóvel, localizado nas proximidades do Bairro Osmar Cabral, em Cuiabá, custaram R$ 31.715 milhões, sendo que Lima seria um dos operadores da propina.

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