SELMA RECEBE RECURSO E IRá DECIDIR SE EMPRESáRIO ALAN MALOUF VOLTA PARA CADEIA
06.02.2017

O recurso apresentado pelo Ministério Público Estadual (MPE) pedindo novamente a prisão do empresário Alan Ayoub Malouf, que foi alvo da 3ª fase da Operação ‘Rêmora’, batizada de ‘Grão Vizir’, foi recebido pela juíza da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, Selma Rosane Santos Arruda. Alan foi preso em meados de dezembro do ano passado e liberado dez dias depois (24/12), por decisão da juíza plantonista Maria Rosi de Meira Borba.

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O Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) protocolou recurso contra a decisão no dia 27 de janeiro. A principal insatisfação do Ministério Público é o fato de que a soltura do empresário aconteceu durante o recesso forense. O processo continua a corre em segredo de Justiça.
 
“Embora não tenha sido certificado pela Secretaria, o recurso em sentido estrito interposto pelo Ministério Público é tempestivo, eis que interposto no mesmo dia em que foi intimado da decisão recorrida (fls. 64vº e 75/vº). Assim, RECEBO o recurso em sentido estrito interposto. Já tendo sido apresentadas as razões, intime-se a defesa para que apresente as contrarrazões ao recurso em sentido estrito, no prazo legal. Em seguida, voltem conclusos para análise da manutenção ou reforma da decisão recorrida. Cumpra-se”, diz a íntegra do despacho.
 
Agora, a magistrada aguarda o posicionamento da defesa. Alan Malouf já se colocou à disposição diversos bens para garantir uma reparação ao erário.
 
O empresário é apontado pelo Ministério Público Estadual como um dos beneficiários do esquema. Os valores em propinas pagos aos servidores da Seduc eram repassados a ele e para outros políticos do alto escalão do Estado, é o que afirma o próprio Malouf e o delator premiado Giovani Guizardi.
 
Grão Vizir
 
A terceira fase da “Rêmora" foi deflagrada após o acordo de colaboração premiada firmado pelo proprietário da Dínamo Construtora, Giovani Guizardi. O empresário citou Alan Malouf como um dos chefes da organização criminosa, a quem deveria entregar quantias em dinheiro, para que fosse então repassada para o deputado Guilherme Malouf (PSDB), primo de Alan, apontado como o verdadeiro “comandante” da Secretaria de Educação (Seduc).
 
Segundo o delator, Alan Malouf teria doado R$ 10 milhões para a campanha de Pedro Taques ao governo. Em contrapartida, o empresário recuperaria esse dinheiro por meio de propinas. Os encontros para organizar o esquema de repasses de dinheiro ilícito ocorreriam no buffet.

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