PEDRO TAQUES DEBATE DESAFIOS E SOLUçõES DA GESTãO PúBLICA NO BRASIL
03.02.2017

O governador Pedro Taques, a convite do Movimento Brasil Competitivo (MBC) e do Movimento Goiás Competitivo (MGC), participou nesta quinta-feira (02.02) em Goiânia (GO) de um debate com gestores públicos e empresários, ocasião em que discutiram os desafios e soluções para a gestão pública e econômica no Brasil. Também foi convidado para o debate o prefeito de Jundiaí (SP), Luiz Fernando Machado.

Taques destacou quatro conceitos que precisam ser modernizados pelo poder público, para que a gestão se torne eficiente: tempo, distância, tamanho e risco. “Não importa o número de secretarias existentes em um estado, importa o tempo de resposta para o cidadão. O rito para se fazer uma lei no Brasil foi criado em 1500. Isso não é possível ainda hoje. Não pode demorar tanto tempo no congresso. Da mesma forma, o estado deve acompanhar o ritmo do mercado e trabalhar junto com a iniciativa privada”, disse.

Segundo o governador, a distância e o tamanho de um estado também não deve onerar a sociedade. “Não importa o tamanho de um estado. Temos que tirar a ideologia e ter mais lógica. Tem que ser do tamanho que satisfaça as necessidades do cidadão. Precisamos ter menos braços e pernas e sermos mais cerebrais e estratégicos”.

Para Pedro Taques, assumir riscos significa enfrentar os problemas e começar, o quanto antes, uma reforma política no Brasil. “Há necessidade de reformas para que tenhamos mais competitividade. Temos, por exemplo, a reforma política – e não falo de reforma eleitoral – mas num sentido mais macro. As relações entre União, estados e municípios. Temos que entender que a união é uma realidade jurídica. Os estados são unidades jurídicas. O concreto é o município, que é onde nós vivemos. Hoje temos uma super-força do governo federal, em detrimento dos governos estaduais e municipais, assim como do judiciário e do legislativo. Precisamos tratar dessas relações”, observou.

O governador também destacou a importância de parcerias com produtores e outros segmentos da iniciativa privada para o momento de crise em que o país se encontra. Citou como exemplo o trabalho conjunto com os produtores de algodão de Mato Grosso, que resultou na confecção de 800 mil camisetas para a rede estadual de ensino, ao custo de apenas R$ 3 por uniforme. “O Estado não pode mais trabalhar sozinho, é preciso a participação da iniciativa privada nesta autorregulamentação”, afirmou.

O Debate Brasil Competitivo conta a participação de 20 instituições e os temas são transparência, recursos humanos e democracia. Para o presidente do MGC, Pedro Bittar, o Ciclo de Debates é uma oportunidade de fazer uma revisão dos problemas socioeconômicos, principalmente os entraves que impedem o desenvolvimento de negócios e empreendedorismo. “Não é sempre que temos acesso aos representantes da gestão pública para um diálogo aberto sobre competitividade. Por isso, a relevância de eventos como o Ciclo de Debates”, afirma.

“O Debate Brasil Competitivo tem como objetivo principal proporcionar a troca de experiências entre os governos”, explica o presidente executivo do MBC, Claudio Gastal. Para ele, o governador Pedro Taques tem muito a contribuir com o debate e com o momento vivido pelo país. “Taques tem a percepção do estado brasileiro a partir dos três poderes: foi procurador da República, por tanto o judiciário. Esteve no legislativo quando foi senador por quatro anos e agora do Executivo, como governador. Isso permite uma visão muito real desse estado brasileiro e permite a ele ser um conselheiro neste momento”.

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