JANAíNA RIVA AFIRMA QUE SERá A PRIMEIRA A ASSINAR CPI "SUGERIDA" POR TAQUES SOBRE DESVIOS PASSADOS NA AL
09.03.2017

A deputada estadual Janaína Riva (PMDB)  teceu duras críticas ao governador José Pedro Taques (PSDB), na sessão desta quarta-feira (8), na tribuna da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, por causa da "sugestão" de o chefe do Executivo para que se abra uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar os desvios dos últimos 20 anos na Casa de Leis. A fala de Taques foi uma resposta à proposta de Janaína para que se abra uma CPI para investigar o MT Prev (Instituto Mato Grosso Previdência).

“Gostaria de dizer ao senhor governador que serei a primeira a assinar a CPI dos supostos desvios de R$ 500 milhões, se alguém tiver coragem de apresentar [o requerimento] aqui dentro. Eu quero ser a primeira a assinar esta CPI, porque faço questão que o meu pai venha aqui para dentro. E ele não tem medo! Já demonstrou isso e nunca fugiu da justiça”, argumentou a filha de José Geraldo Riva, ex-deputado estadual que nos últimos 20 anos se revezou nas cadeiras de presidente e primeiro-secretário da AL.

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“Ser honesto é obrigação. Quem não foi [honesto] que pague. Mas o senhor que pare de ser um charlatão!”, afirmou Janaína, colocando sob suspeição os motivos de a base aliada, no Poder Legislativo, ser contrária à instalação da CPI do MT Prev. “Freqüentemente eu sou vítima de machismo em nível de governo de Estado, secretariado de governo e, muitas vezes, até do próprio governador!”, completou a deputada peemedebista, durante seu discurso.

O líder do governo na Assembleia, deputado Dilmar Dal’Bosco (DEM), afirmou que o governador possui um histórico de respeito aos parlamentares e às mulheres. Ele cita que a tribuna é o local dos debates, mesmo que a forma de abordagem seja equivocada.
 
A tese de Janaína é de que Pedro Taques sugeriu a CPI do Rombo dos R$ 500 milhões na Assembleia, abrangendo os últimos 20 anos, para discriminá-la e tentar atingir o seu pai, ex-deputado José Geraldo Riva. “O governador disse, em sua declaração, que a Assembleia não deveria se preocupar com o MT Prev e, sim, se preocupar com os R$ 500 milhões que foram supostamente desviados nos últimos 20 anos”, recordou ela.
 
“Ao contrário do que o governador pensa, quando me ataca desta forma, está atacando uma parlamentar e o Parlamento. O governador deveria estar preocupado com as estradas esburacadas. Fiz uma visita à minha região, que o governador acabou de recapear. Nunca vi um asfalto tão ruim em minha vida, com uma cratera gigantesca aberta na MT 338”, atacou Janaina.

Para o líder do governo na AL, o governador respeita e entende que o Poder Legisltivo é um poder independente. “Se [o parlamento] quer abrir uma CPI e trabalhar na investigação, isso é normal”, afirmou ele. “O governador não tem preocupação com a CPI da Previdência. aliás, o  governador nunca se posicionou contra qualquer CPI. Eu falei que, na época em que se aprovou o MT Prev, eu fui um dos que questionou muito, porque o que estava dando de garantia não era real. Eram áreas que já estavam tituladas para outras pessoas. Como vai pegar a área e vender para, se não existe mais?”, questionou Dal’Bosco, recorrendo à legislatura anterior, quando se aprovou a lei que criou o MT Prev.

Dilmar Dal’Bosco disse que o discurso da deputada de oposição foi extemporâneo, porque os deputados estavam concentrados no Dia Internacional da Mulher, e admitiu que não entendeu a tentativa da colega em comparar o atual governo com o anterior.  “É uma crítica sem fundamentação. Temos que argumentar corretamente. Onde está errado? Quer comparar com o quê? Comparar dois anos com 12 anos dos dois governos anteriores ou com os cinco anos do governo anterior? Qual área deseja comparar? Saúde? Educação? Transporte? O quê deseja comprar?”, questionou ele.

O líder do governo lembrou que Taques assumiu o governo, em 2015, numa situação financeira precária. “A crítica é boa desde que se produza ou contraponha alguma coisa real. O governador Pedro Taques assumiu governo desequilibrado, com déficit muito grande e dívidas em várias secretarias de Estado. Estamos tentando consertar tudo isso, porque há  leis garantindo subsídios para os servidores que não exeqüíveis e o próprio Fórum Sindical sabe que nós temos que rever algumas coisas”, disse ele.

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