MAGGI PREVê QUE TEMER ENTRARá PARA HISTóRIA COMO
13.03.2017

O ministro da Agricultura, Blairo Maggi (PP), afirmou que o governo do presidente da República, Michel Temer (PMDB), possui legalidade, porém é impopular. O ex-governador elogiou o modo como o peemedebista conduz o Brasil e disse que Temer tem um projeto de governo reformista, que irá alterar as coisas que precisavam ser mudadas no País.

De acordo com Maggi, o governo de Temer enfrenta dificuldades de aceitação popular, por conta do modo como foi instituído. "Somos um governo legítimo, mas impopular. Viemos de um processo de impeachment, que ninguém gosta de fazer. Mas foi uma coisa extrema, difícil de fazer, mas que as condições permitiram que fosse feita”, disse, em entrevista ao programa “Chamada Geral”, na rádio Mega FM.

“O Michel Temer não vai entrar para a história como um presidente popular, que as pessoas vão olhar e dizer ‘ah, mas ele conseguiu fazer coisas maravilhosas e mudou a minha vida‘, até porque ele precisa corrigir a economia e isso significa dar remédios amargos”, completou.

Apesar das dificuldades, o ministro elogiou o modo como o presidente tem conduzido a administração do País. "Ele Temer tem muita serenidade, recebe as notícias ruins, processa, ouve, analisa e procura uma saída. O presidente não é uma pessoa explosiva. É óbvio que vivemos em um país que vive um processo diferente de anos atrás e precisa ser conduzido com muita tranquilidade”, declarou.

De acordo com o ex-governador do Estado, as medidas econômicas adotadas por Temer, muitas delas envoltas em polêmicas, são necessárias para o País. “Resta ao Temer, com muita tranquilidade e com o apoio do Congresso, fazer as reformas propostas. Ele entrará para a história, lá na frente, como o presidente que foi reformista e teve coragem de fazer as coisas que precisavam ser mudadas. Ninguém quer mudar uma previdência social só por mudar, tem que alterar porque senão ela vai quebrar”.

“Há poucos dias conversei com uma pessoa do Banco Central, e ele me disse que é questão de meses ou anos para que a previdência brasileira derreta, porque não tem condições de seguir. Então, cabe ao presidente Michel Temer fazer isso, ele não tem outra alternativa”, argumentou.

Reforma Ministerial

Maggi também comentou sobre uma possível reforma ministerial que pode ser feita pelo presidente da República. Segundo ele, o peemedebista não deve realizar muitas mudanças em seu staff. "Não creio em uma reforma ministerial, acho que à medida em que surgirem coisas concretas contra A, B ou C, deverá haver substituições pontuais. Não acho que o presidente vá fazer uma reforma, porque é muito trabalho. Os partidos estão muito ávidos a cargos, porque o momento é delicado. Precisamos de votos no Congresso Nacional”, revelou.

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