“SUPERSAFRA CORRE RISCO POR CONTA DA INCOMPETêNCIA DO DNIT”
07.03.2017

O governador Pedro Taques (PSDB) culpou o Departamento Nacional de Infraestrutura (Dnit) pelo “atoleiro” que se tornou a rodovia federal BR-163, no Estado do Pará, por onde escoa parte da produção de grãos de Mato Grosso.

 

A estrada ficou intransitável por 15 dias por conta das fortes chuvas no local, entre o final de fevereiro e início de março.

 

Taques classificou como “incompetência” a atuação do departamento do Governo Federal.

 

Por causa da BR-163 a supersafra corre risco. Com todo respeito, é a incompetência do Dnit. O Dnit tem que fazer a parte dele"

“Por causa da BR-163 a supersafra corre risco. Com todo respeito, é a incompetência do Dnit. O Dnit tem que fazer a parte dele. Veja quantos quilômetros de estrada nós fizemos em dois anos de gestão e quanto o Dnit fez nesse mesmo período”, criticou o tucano, em conversa com a imprensa nesta segunda-feira (06).

 

A produção mato-grossense, que estava parada na estrada, já segue rumo ao porto de Miritituba (PA), após uma trégua das chuvas.

 

De lá, vai sair, nos próximos dias, as barcaças com soja e milho que terão como destino a Europa e Ásia.

 

O governador tucano defendeu que a União asfalte o trecho, que é de suma importância a Mato Grosso.

 

“Naquela região faltam 100 km de asfalto e Mato Grosso está tomando prejuízos em razão da União, que através do Dnit não faz seu papel”, disse.

 

Na última semana, o ministro da Agricultura, Blairo Maggi (PP), chegou a afirmar que os buracos estavam levando a safra recorde "para o ralo".

 

“Dinheiro que estava na mesa, de uma grande colheita, está indo para o ralo, nos buracos das estradas. Dá pena de ver”, disse em entrevista ao Estadão.

 

Com a falta de pavimentação da BR, a estimativa do Governo é que o Estado perde ao ano R$ 1 bilhão, mesmo tendo o acesso por este caminho reduzido em 1 mil km aos portos do Arco Norte, se comparado ao transporte pelo Porto de Santos.

 

Com a projeção de aumento das exportações, o Estado poderá passar a perder R$ 2 bilhões.

 

O setor privado fez investimentos na ordem de R$ 7 bilhões na construção de portos na região Norte, esperando o asfaltamento, o que não ocorreu.

 

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